395px

Seu Pobre Destino

Los Peores Del Condado

Tu Pobre Destino

Dicen que no sos vendible
Que nunca aflojaste en tanta soledad
¿A dónde te fuiste entonces con tu dolor?

Te vas cayendo a pedazos
Tus últimos pasos no se ven
No dejas ni huellas, el viento se las llevó

Ya sé que no sos el cielo
Y debo aceptar que duele tu dolor
El día no amanece, tu noche no terminó

Vas predicando en las sombras
El miedo te ronda una vez más
¿No serás artista con vicios para jugar?

Puedes sacarte el disfraz cuando quieras
¿Sabrás qué hacer colgada del clavo de la pared
Con tus manos vacías?

Y si te muestro este lado que no es tan oscuro
¿Vas a arrastrarte tanto hacia mi corazón?
Eso no se promete, no prendas la luz de tu mediocridad

Cuando mis fuerzas aflojan
Tus ojos se esconden para no llorar
Mantenlos cerrados y así verás lo peor

Así sabrás bien por dentro
Ningún sentimiento puede esperar
Las horas perdidas ya no miran para atrás

Y si te encuentro de noche volviendo
¿Qué vas a hacer? Dirás otra vez: Hazme sonreír
Como en los buenos tiempos, si creo o te miento es mi realidad

Perdiste alcabo de todo este juego, estación y tren
No vas a esperar y no puedes ir
A buscar otro sueño que encienda de a poco tu fuego interior
Ya nunca vas a hablarme y no pienses en volver
Mi cigarrillo de más, esa copa está bien
Son heridas que el pobre destino no puede entender

Seu Pobre Destino

Dizem que você não é vendável
Que nunca se entregou em tanta solidão
Aonde você foi então com sua dor?

Você vai se despedaçando
Seus últimos passos não aparecem
Você não deixa nem marcas, o vento as levou

Já sei que você não é o céu
E preciso aceitar que dói sua dor
O dia não amanhece, sua noite não acabou

Você vai pregando nas sombras
O medo te persegue mais uma vez
Você não será artista com vícios para brincar?

Você pode tirar a máscara quando quiser
Você saberá o que fazer pendurada no prego da parede
Com suas mãos vazias?

E se eu te mostrar esse lado que não é tão escuro
Você vai se arrastar tanto até meu coração?
Isso não se promete, não acenda a luz da sua mediocridade

Quando minhas forças se esgotam
Seus olhos se escondem para não chorar
Mantenha-os fechados e assim verá o pior

Assim você saberá bem por dentro
Nenhum sentimento pode esperar
As horas perdidas já não olham para trás

E se eu te encontrar à noite voltando
O que você vai fazer? Vai dizer de novo: Faça-me sorrir
Como nos bons tempos, se eu acreditar ou te mentir é minha realidade

Você perdeu o controle de todo esse jogo, estação e trem
Você não vai esperar e não pode ir
Buscar outro sonho que acenda aos poucos seu fogo interior
Nunca mais vai me falar e não pense em voltar
Meu cigarro a mais, essa bebida tá boa
São feridas que o pobre destino não pode entender

Composição: J.j Carmona