El Balneario de Los Doctores Crotos
Aia-ia-io pagué io
Aia-ia-io pagué
Aia-ia-io pagué io
Aia-ia-io pagué
Aia-ia-io pagué io
Aia-ia-io pagué
Aia-ia-io pagué io
Aia-ia-io pagué
Iba confiado el linyera a la playa
Donde ninguno se baña, sabés
Salud querida, querida eminencia
La diferencia está en el jackel
Es conocida la vida de este croto
Su nombre es Iseka e ignora la ley
Lo indemnizaron con unos porotos
Se volvió loco y dice que es Baley
Aia-ia-io pagué io
Aia-ia-io pagué (en esta casa están todos locos)
Aia-ia-io pagué io
Aia-ia-io pagué
Algunos dicen que era maestro
Otros afirman que era doctor
No hubo dinero para su genio
La cretinada privatizó
Ahora la yuta a veces lo encierra
Y escucha la lucha del Globo Campeón
El profesor y arquero, Iseka
Seca su frente y renuncia al dolor
Hey!
Hey!
Hey!
Dale a tus ojos rojos para que baile
Para que baile siempre el gran corazón
Dale a tus ojos rojos para que baile
Para que baile siempre el gran corazón (corazón)
Dale a tus ojos rojos para que baile
Para que baile siempre el gran corazón
Dale a tus ojos rojos para que baile
Para que baile siempre el gran corazón
El Sol, corona de espinas de oro
La playa roñosa al amanecer
Mirá, los crotos fuman fasos rotos
Se ríen y toman un mate también
A veces gritan, escupen, putean
Se quejan y les pegan, se dejan de joder
Después se toman un vino en la arena
Se duermen sin pena hasta el amanecer
El croto no es dueño del tinto que toma
De la nafta que lo lleva, ni del camión ni del tren
Ni del pucho que se fuma, ni de la lámpara que cuelga
Ni del gas, ni del agua, ni del querosén
Aia-ia-io pagué io
Ni las gallinas, las vacas, la tierra, las latas
Ni de los aviones que ve
Las rutas que recorre, teléfonos que ignora
Ni de las las voces en la radio, ni las noticias de ayer
O Balneário dos Doutores Malucos
Aia-ia-io paguei io
Aia-ia-io paguei
Aia-ia-io paguei io
Aia-ia-io paguei
Aia-ia-io paguei io
Aia-ia-io paguei
Aia-ia-io paguei io
Aia-ia-io paguei
O linyera ia confiante pra praia
Onde ninguém se banha, sabe
Saúde, querida, eminência
A diferença tá no jackel
É conhecida a vida desse maluco
Seu nome é Iseka e ignora a lei
Ele foi indenizado com uns trocados
Ficou maluco e diz que é Baley
Aia-ia-io paguei io
Aia-ia-io paguei (nesta casa todo mundo é doido)
Aia-ia-io paguei io
Aia-ia-io paguei
Alguns dizem que ele era professor
Outros afirmam que era doutor
Não teve grana pra seu talento
A cretinice privatizou
Agora a polícia às vezes o prende
E escuta a luta do Globo Campeão
O professor e goleiro, Iseka
Seque a testa e renuncia à dor
Hey!
Hey!
Hey!
Dá pros teus olhos vermelhos pra dançar
Pra dançar sempre o grande coração
Dá pros teus olhos vermelhos pra dançar
Pra dançar sempre o grande coração (coração)
Dá pros teus olhos vermelhos pra dançar
Pra dançar sempre o grande coração
Dá pros teus olhos vermelhos pra dançar
Pra dançar sempre o grande coração
O Sol, coroa de espinhos de ouro
A praia suja ao amanhecer
Olha, os malucos fumam baseados quebrados
Riem e tomam um mate também
Às vezes gritam, cuspem, xingam
Reclamam e apanham, param de encher o saco
Depois tomam um vinho na areia
Dormem sem pena até amanhecer
O maluco não é dono do tinto que toma
Nem da gasolina que o leva, nem do caminhão nem do trem
Nem do cigarro que fuma, nem da lâmpada que pendura
Nem do gás, nem da água, nem do querosene
Aia-ia-io paguei io
Nem das galinhas, das vacas, da terra, das latas
Nem dos aviões que vê
As estradas que percorre, telefones que ignora
Nem das vozes no rádio, nem das notícias de ontem