Salando Las Heridas
Saliste ya mil veces
De la pista a respirar
A reclutar, bien maquillado
Y ocultando tu lunar
Un día, el bote volcó
Y el premio, a pique, se fue
Todos te daban por muerto
Y vos allí en mi remolque sin luz
Como un polizón
Mirá qué tipo espeso
Sumiso como un guiso más
Un vago de mil caravanas
A punto de quedar a pie
Fundiendo plomo, lográs
Chorros de oro cochino
En besos de lo más desnudos
Pero el café, con tu suerte, se enfría en mi mesa fría
Apuntamos a tu nariz
Hundimos tus pómulos
Y vos resplandecías
No te quedó sueño por vengar
Y ya no esperás que te jueguen limpio nunca más
Salando las heridas
Jodiste a todo Cristo y más
A boluditos de la Luna
Y tipas porno-nazi look
Un día el bote volcó
Y el premio, a pique, se fue
Todos te daban por muerto
Y vos allí en mi remolque sin luz
Como un polizón
Tu lengua se derrite
En modas de la rabia de hoy
Cuando enfermás con tanta gana
Cerrás las filas del dolor
Fundiendo plomo, lográs
Chorros de oro cochino
En besos de lo más desnudos
Pero el café con tu suerte se enfría en mi mesa fría
Apuntamos a tu nariz
Hundimos tus pómulos
Y vos resplandecías
No te quedó sueño por vengar
Y ya no esperás que te jueguen limpio nunca más
Colocando Sal Nas Feridas
Você já saiu mil vezes
Da pista pra respirar
Recrutando, todo maquiado
Escondendo aquele seu sinal
Um dia, o barco virou
E o prêmio afundou de vez
Todo mundo achou que você tinha morrido
E lá estava você, no meu reboque sem luz
Feito um clandestino
Olha só que cara pesado
Submisso como qualquer outro prato do dia
Um vagabundo de mil jornadas
Prestes a ficar sem lugar
Derretendo chumbo, você consegue pegar
Jorros de um ouro sujo
Em beijos dos mais sem pudor
Mas o café, junto à sua sorte, esfria na minha mesa gelada
A gente mirou no seu nariz
Afundamos suas bochechas
E mesmo assim, você brilhava
Não sobrou um sonho pra se vingar
E você já não espera mais que o jogo seja limpo
Colocando sal nas feridas
Você ferrou com todo mundo mais um pouco
Com bobinhos da lua
E garotas com um visual pornô-nazi
Um dia, o barco virou
E o prêmio afundou de vez
Todo mundo achou que você tinha morrido
E lá estava você, no meu reboque sem luz
Feito um clandestino
Sua fala se dissolve
Nas tendências da raiva de hoje
Quando você adoece com tanta vontade
Fecha as trincheiras da dor
Derretendo chumbo, você consegue pegar
Jorros de um ouro sujo
Em beijos dos mais sem pudor
Mas o café, junto à sua sorte, esfria na minha mesa gelada
A gente mirou no seu nariz
Afundamos suas bochechas
E mesmo assim, você brilhava
Não sobrou um sonho pra se vingar
E você já não espera mais que o jogo seja limpo