Pardao
Entre los charcos de la ultima lluvia
Y a una esquina no muy frecuentada
De una ciudad sucia y olvidada
Llega el cantor a empezar la jornada
Y de una funda hecha una ruina
Saca su amiga vieja y gastada
Afina un poco sus cuerdas cansadas
Mientras la gente pasa apresurada
Y nadie sabe como pasa su vida
Nadie se entera como su vida pasa
"Pardao" le llaman en la plaza
Porque aunque llueva el canta
Y no se marcha
Sin detenerse algunos lo miran
Y poco a poco otros se paran
Para escuchar su voz fatigada
Contar historias y viejas baladas
Por un momento las penas se olvidan
Y ahora es calle lo que era calzada
Pues Pardao con su vieja guitarra
Pone en sus vidas promesas olvidadas
Y nadie sabe como pasa su vida
Nadie se entera como su vida pasa
Pardao le llaman en la plaza
Porque aunque llueva el canta
Y no se marcha
Corre el tiempo y vuelven las prisas
Y poco a poco la gente se marcha
Solo Pardao en su acera mojada
Guarda sus cosas despacio con calma
Unas monedas en su gorra raída
Y en su bolsa una botella mediana
En sus días esperanzas quemadas
Y en sus noches pensiones baratas
Y nadie sabe como pasa su vida
Nadie se entera como su vida pasa
Pardao le llaman en la plaza
Porque aunque llueva el canta
Y no se marcha
Pardao
Mira que vida lleva
Su patria y su hogar es una acera
Pardao
Mira que vida pasa
El parque es su tierra, la calle su casa
Pardao
Mira que vida lleva
No tiene familia, no tiene bandera
Pardao
Mira que vida pasa
Su luz las estrellas, su cama la plaza
Pardão
Entre as poças da última chuva
E numa esquina pouco frequentada
De uma cidade suja e esquecida
Chega o cantor pra começar a jornada
E de uma capa feita em ruína
Tira sua amiga velha e desgastada
Afina um pouco suas cordas cansadas
Enquanto a galera passa apressada
E ninguém sabe como passa sua vida
Ninguém percebe como sua vida passa
"Pardão" o chamam na praça
Porque mesmo com chuva ele canta
E não vai embora
Sem parar, alguns o olham
E aos poucos outros se param
Pra ouvir sua voz cansada
Contar histórias e velhas baladas
Por um momento as dores se esquecem
E agora é rua o que era calçada
Pois Pardão com sua velha guitarra
Traz pra suas vidas promessas deixadas
E ninguém sabe como passa sua vida
Ninguém percebe como sua vida passa
Pardão o chamam na praça
Porque mesmo com chuva ele canta
E não vai embora
O tempo corre e voltam as pressas
E aos poucos a galera se vai
Só Pardão na sua calçada molhada
Guarda suas coisas devagar, com calma
Algumas moedas na sua gorra surrada
E na sua bolsa uma garrafa média
Em seus dias esperanças queimadas
E em suas noites pensões baratas
E ninguém sabe como passa sua vida
Ninguém percebe como sua vida passa
Pardão o chamam na praça
Porque mesmo com chuva ele canta
E não vai embora
Pardão
Olha que vida ele leva
Sua pátria e seu lar é uma calçada
Pardão
Olha que vida ele passa
O parque é sua terra, a rua sua casa
Pardão
Olha que vida ele leva
Não tem família, não tem bandeira
Pardão
Olha que vida ele passa
Sua luz são as estrelas, sua cama é a praça