Monólogo do Vello Traballador
Agora tomo o sol pero hasta agora
Traballei cincuenta anos sin sosego,
Comín o pan suando dia a dia,
Suando día a día nun laborar arreo.
Gastei o tempo co xornal do sábados,
Pasou a primavera, e o inverno,
Dinlle ao patrón na fror do meu esforzo,
E a miña mocedade, nada teño,
O patrón está rico a miña conta.
Eu a súa estou vello.
Ben pensando, o patrón todo me debe.
Eu non lle debo, eu non lle debo
Nin siquera este sol que agora tomo,
Mentras o tomo espero.
Ben pensando, o patrón todo me debe.
Eu non lle debo, eu non lle debo
Nin siquera este sol que agora tomo,
Mentras o tomo espero.
Monólogo do Velho Trabalhador
Agora estou tomando sol, mas até agora
Trabalhei cinquenta anos sem descanso,
Comi o pão suando dia após dia,
Suando dia após dia em um trabalho pesado.
Gastei o tempo com o jornal de sábado,
Passou a primavera e o inverno,
Dei ao patrão a flor do meu esforço,
E da minha juventude, nada tenho,
O patrão tá rico às minhas custas.
Eu, por sua vez, estou velho.
Pensando bem, o patrão tudo me deve.
Eu não lhe devo, eu não lhe devo
Nem mesmo este sol que agora estou tomando,
Enquanto o tomo, espero.
Pensando bem, o patrão tudo me deve.
Eu não lhe devo, eu não lhe devo
Nem mesmo este sol que agora estou tomando,
Enquanto o tomo, espero.