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O Homem e a Terra

Los Tamara

O Home e a Terra

Ano tras ano
Traballa o labrego
Sobre o mesmo campo,
Sobre o mesmo rego.
Falou coa terra
Pidíndolle axuda,
I a terra negoulla
Silencio e loucura.

Hano roxo dourado e enxebre,
Un choqueiro de pel e de pau
E curtiron as augas da neve,
Os calores dos ventos do vrao.
Os sudores con sangue regaron
Que o meu pan esa terra lle da,
Unha terra que o fai ser esclavo,
Esmolando un anaco de pan.

Vida do campo
Vida de inquedanzas
Beiros que levan
Ou traen espranzas.
Carros que renxen
Nas estradas longas
Como os tristes días
Dos que tanto loitan.

Haino roxo dourado e enxebre,
Un choqueiro de pel e de pau
E curtiron as augas da neve,
Os calores dos ventos do vrao.
Os sudores con sangue regaron
Que o meu pan esa terra lle da,
Unha terra que o fai ser esclavo,
Esmolando un anaco de pan.

De pan, de pan.

O Homem e a Terra

Ano após ano
Trabalha o camponês
Sobre o mesmo campo,
Sobre o mesmo sulco.
Falou com a terra
Pedindo ajuda,
E a terra negou
Silêncio e loucura.

Tem um vermelho dourado e fértil,
Um choqueiro de pele e de pau
E curtiram as águas da neve,
Os calores dos ventos da primavera.
Os suores com sangue regaram
Que o meu pão essa terra me dá,
Uma terra que o faz ser escravo,
Implorando um pedaço de pão.

Vida do campo
Vida de inquietações
Beiras que levam
Ou trazem esperanças.
Carros que rangem
Nas estradas longas
Como os tristes dias
Dos que tanto lutam.

Tem um vermelho dourado e fértil,
Um choqueiro de pele e de pau
E curtiram as águas da neve,
Os calores dos ventos da primavera.
Os suores com sangue regaram
Que o meu pão essa terra me dá,
Uma terra que o faz ser escravo,
Implorando um pedaço de pão.

De pão, de pão.