El hijo de Tijuana
Hijos de su chilpazuchil, ábranla que lleva lumbre
No se atraviesen culebras, no vaya a ser que los tumbe
El que me estorba lo quito, ya se me ha vuelto costumbre
Yo soy puro cachanilla, nacido y criado en Tijuana
No soy borrego señores, y cargo kilos de lana
Por eso me ven gastando, puros cueritos de rana
Yo fui taquero en Tijuana, no me avergüenzo señores,
Ahora yo soy negociante, no digo de los mejores
Pero algunos allá arriba, me deben muchos favores
El que coopera conmigo, yo siempre, lo he alivianado
Yo soy muy agradecido, pero también soy pesado,
El que no aguanta la vara, yo siempre lo he castigado
Yo marco mi territorio, para que nadie se meta
Y el que se meta lo saco, a punta de metralleta
Para que aprenda que nadie, pedalea mi bicicleta
Yo soy hombre de palabra, y no abro la boca en vano
Si digo "la burra es prieta", los pelos traigo en la mano
El que hace tratos conmigo, nunca le fallo paisano
Yo tengo pocos amigos, solo gente que me ayuda
De esos que matan y entierran, y no les quepa la duda
Cuando hago algún movimiento, la cosa se pone dura
Tijuana no te imaginas, lo mucho que yo te quiero,
Yo no pienso abandonarte, en tu suelo yo me muero
Como no voy a quererte, si aquí se gana dinero
O Filho de Tijuana
Filhos do seu chilpazuchil, abram que vem fogo
Não se atravessem cobras, não vá que eu derrube
Quem me atrapalha eu tiro, já virou costume
Eu sou puro cachanilla, nascido e criado em Tijuana
Não sou borrego, senhores, e carrego grana
Por isso me veem gastando, só com couro de rã
Eu fui taqueiro em Tijuana, não me envergonho, senhores,
Agora sou negociante, não digo que sou dos melhores
Mas alguns lá em cima, me devem muitos favores
Quem coopera comigo, eu sempre alivio
Sou muito agradecido, mas também sou pesado,
Quem não aguenta a pressão, eu sempre castigo
Eu marco meu território, pra ninguém se meter
E quem se meter eu tiro, na base da metralhadora
Pra aprender que ninguém, pedala minha bicicleta
Sou homem de palavra, e não falo à toa
Se digo "a burra é preta", os pelos estão na mão
Quem faz trato comigo, nunca falho, irmão
Tenho poucos amigos, só gente que me ajuda
Desses que matam e enterram, e não tenha dúvida
Quando faço algum movimento, a coisa fica tensa
Tijuana, você não imagina, o quanto eu te amo,
Não penso em te abandonar, nesse solo eu morro
Como não vou te querer, se aqui se ganha dinheiro
Composição: Francisco Quintero