Ojalá (part. Judit Neddermann)
Ojalá todo el mundo
Explotara y adiós
Ojalá pudiera verlo desde casa
Ojalá lo viera
Desde mi balcón
Ojalá, y lo digo
Con mi alma en mi voz
Tuviera maneras
De olvidarte al vuelo
Y si remontaras
Un misil y adiós
Cómo resuena gritar
Un ojalá
Se deja desear
Es pócima, y rezo
Es un sortilegio
Antes del verbo olvidar
Ojalá viera
Que no hay nadie ahí
Ni un solo testigo
De lo que fui
Y que mi mala memoria
Sea útil por fin
Que un solo descuido
Genere otros mil
Ojalá el mundo
Te olvide también
Ojalá, que sí
Ojalá tu cabeza
Explotara y adiós
Ojalá pudiera
Verlo desde casa
Para disfrutarlo
Desde mi balcón
Que de tu nada
Ni un nada, salga ya
Y nada se pueda crear
Ni aire, ni lluvia
Ni techo, ni suelo
Ni culpa
Memoria
O verdad
Ojalá viera que no hay nadie ahí
Ni un solo testigo de lo que fui
Y que mi mala memoria
Sea útil por fin
Que un solo descuido
Genere otros mil
Ojalá el mundo
Te olvide también
Ojalá que sí
Si arde la lluvia
Si arde
Si arde o hiela la lluvia
La lluvia
No estaré
Por qué a veces vamos al encuentro
De alguien que nos pierda?
Y por qué nos contamos cuentos
Y nos nos damos cuenta
Que si no disfrutamos
De lo que vale la pena
Al final
Solo sumamos la quiebra?
Dentro, tierra adentro
Escondido en algún viento
Silba en mi memoria un ojalá
Que parece un jamás
Los sueños son siempre
Semillas de un Dios
Ojalá soñara, con fuerza
Que tú y yo, ya no
Podré fallar un millón de veces
E incluso acertar
Pero si nunca me voy
Del camino de siempre
Lo de siempre
Voy a encontrar
Ojalá entienda
Que no estás ahí
Ni un solo testigo
De lo que fui
Que arda la bruja
En la hoguera del fin
Y que algo se aprenda
Llegado hasta aquí
Ojalá el mundo
Te aplauda de pie
Ojalá
Que sí
Tomara (part. Judit Neddermann)
Tomara que todo mundo
Explodisse e tchau
Tomara que eu pudesse ver isso de casa
Tomara que eu visse
Do meu balcão
Tomara, e eu digo
Com minha alma na voz
Que eu tivesse maneiras
De te esquecer de uma vez
E se você lançasse
Um míssil e tchau
Como ressoa gritar
Um tomara
Se faz desejar
É poção, e eu rezo
É um feitiço
Antes do verbo esquecer
Tomara que eu visse
Que não há ninguém aí
Nem um único testemunha
Do que eu fui
E que minha péssima memória
Seja útil enfim
Que um único descuido
Gere outros mil
Tomara que o mundo
Te esqueça também
Tomara que sim
Tomara que sua cabeça
Explodisse e tchau
Tomara que eu pudesse
Ver isso de casa
Para aproveitar
Do meu balcão
Que da sua nada
Nem um nada, saia já
E nada possa ser criado
Nem ar, nem chuva
Nem teto, nem chão
Nem culpa
Memória
Ou verdade
Tomara que eu visse que não há ninguém aí
Nem um único testemunha do que eu fui
E que minha péssima memória
Seja útil enfim
Que um único descuido
Gere outros mil
Tomara que o mundo
Te esqueça também
Tomara que sim
Se arde a chuva
Se arde
Se arde ou gela a chuva
A chuva
Não estarei
Por que às vezes vamos ao encontro
De alguém que nos perde?
E por que contamos histórias
E não percebemos
Que se não aproveitamos
O que vale a pena
No final
Só somamos a quebra?
Dentro, terra adentro
Escondido em algum vento
Assobia na minha memória um tomara
Que parece um jamais
Os sonhos são sempre
Sementes de um Deus
Tomara que eu sonhasse, com força
Que você e eu, já não
Posso falhar um milhão de vezes
E até acertar
Mas se eu nunca sair
Do caminho de sempre
O de sempre
Vou encontrar
Tomara que entenda
Que você não está aí
Nem um único testemunha
Do que eu fui
Queime a bruxa
Na fogueira do fim
E que algo se aprenda
Chegando até aqui
Tomara que o mundo
Te aplauda de pé
Tomara
Que sim