395px

flor selvagem

LuAix

wildflower

I'd learned to live in smaller rooms
Folding pieces of myself to fit the walls
Love used to echo like an empty house
Every footstep begging not to fall
I kept my voice tucked under winter coats
Afraid the sound would come out wrong

But then you walked in soft as dawn
And something in me whispered: Go on

Now wildflowers bloom in the quiet parts
Places I thought were long torn apart
You touch the ache without making it bleed
You see the whole of me, not just what's easy to see
And somehow, without meaning to try
I felt my heart remember how to come alive

I used to practice disappearing
A survival skill learned far too young
Shrinking shadows so I wouldn't scare
The ones who called my silence love
But you trace the outlines I once hid
And say they're the most beautiful thing

And suddenly I'm learning space
In a room where I don't have to erase

Now wildflowers bloom in the quiet parts
Soft little rebellions growing in the dark
Your hands don't take, they steady the fall
You hold the weight without asking at all
And somehow, without warning or sign
My pulse chose you to realign

Maybe healing is a quiet spark
Not a fire but a lantern in the dark
And maybe love returns in gentle ways
Like footsteps soft on newer days

So let the wildflowers bloom where they may
In corners I once kept locked away
You don't fix the past, you help me grow
In a world that finally feels like home
And somehow, in the softest of lines
I found my heart, waking for the first time

If love is a season, then here you stand
The first warm breeze on frozen land
And I'm not afraid, not this time
To let something bloom that's finally mine

flor selvagem

Eu aprendi a viver em espaços pequenos
Encolhendo partes de mim pra caber nas paredes
O amor costumava ecoar como uma casa vazia
Cada passo implorando pra não cair
Eu mantinha minha voz escondida sob casacos de inverno
Com medo de que o som saísse errado

Mas então você entrou suave como a aurora
E algo em mim sussurrou: Vai em frente

Agora flores selvagens brotam nas partes silenciosas
Lugares que eu achava que estavam há muito destruídos
Você toca a dor sem fazer sangrar
Você vê o todo de mim, não só o que é fácil de ver
E de alguma forma, sem querer tentar
Eu senti meu coração lembrar como voltar a viver

Eu costumava praticar desaparecer
Uma habilidade de sobrevivência aprendida muito cedo
Encolhendo sombras pra não assustar
Aqueles que chamavam meu silêncio de amor
Mas você traça os contornos que eu uma vez escondi
E diz que são a coisa mais linda

E de repente estou aprendendo sobre espaço
Em um quarto onde não preciso apagar

Agora flores selvagens brotam nas partes silenciosas
Pequenas rebeliões suaves crescendo na escuridão
Suas mãos não tomam, elas estabilizam a queda
Você segura o peso sem pedir nada em troca
E de alguma forma, sem aviso ou sinal
Meu pulso te escolheu pra se realinhar

Talvez a cura seja uma faísca silenciosa
Não um fogo, mas uma lanterna na escuridão
E talvez o amor retorne de maneiras suaves
Como passos leves em dias novos

Então deixe as flores selvagens brotarem onde quiserem
Em cantos que eu uma vez mantive trancados
Você não conserta o passado, você me ajuda a crescer
Em um mundo que finalmente parece lar
E de alguma forma, nas linhas mais suaves
Eu encontrei meu coração, despertando pela primeira vez

Se o amor é uma estação, então aqui você está
A primeira brisa quente em terras congeladas
E eu não tenho medo, não desta vez
De deixar algo florescer que finalmente é meu

Composição: Luana Oliveira