exibições de letras 18

Olho de Peixe

Luciano Lisboa

Letra

    Permanentemente preso ao presente
    O homem na redoma de vidro
    São raros instantes de alívio e deleite
    E ele descobre o véu
    Que esconde o desconhecido

    É como uma tomada à distância
    Numa grande angular
    E é como se nunca tivesse existido dúvida
    Existido dúvida

    Evidentemente, a mente é como um baú
    E a gente decide o que nele guardar
    Mas a razão prevalece, impõe seus limites
    E ele se permite esquecer de lembrar

    Se na cabeça do homem tem um porão
    Onde moram o instinto e a repressão
    Me diz aí, o que é que tem no sótão?


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