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Às Portas do Inverno

Lucie Bernardoni

Aux Portes De L'hiver

Dans le ciel nos âmes en coton
Glissent et tournent en rond
Irréelles
Tout se mêle
Nos rêves oubliés

Les anges cachés
Sous leurs ailes
Je voudrais que tu t'avances
Et que tu viennes

Apaiser ma confiance
Pour que tu aies conscience

Aux portes de l'hiver
Je trace une ligne dans l'air
De nos bulles de verre
A ces cathédrales de poussières
Aux portes de l'hiver
Je t'adresse une prière
Forte je l'espère
Que l'ennui qu'il me perd

Sur nos têtes
D'immenses nuages noirs
Nous empêchent de voir
Ce qui nous guette

Je regrette
Que nos vies qui passent
S'ennuient dans l'espace
Comme des comètes

Perdus dans le vide
On danse
Je veux que tu saches
Que même dans le silence
Il nous reste une chance

Aux portes de l'hiver
Je trace une ligne dans l'air
De nos bulles de verre
A ces cathédrales de poussières
Aux portes de l'hiver
J'attends qu'on nous libère
Je crois et j'espère
De trouver nos repères
Aux portes de l'hiver
On est des éphémères
Qui parcourent la terre
Mais toujours se resserrent

Hum, hum

Qui parcourent la terre
Mais toujours se resserrent…

Aux portes de l'hiver
Je trace une ligne dans l'air
De nos bulles de verre
A ces cathédrales de poussières
Aux portes de l'hiver
J'attends qu'on nous libère
Je crois et j'espère
De trouver nos repères
Aux portes de l'hiver
On est des éphémères
Qui parcourent la terre
Mais toujours se resserrent

Às Portas do Inverno

No céu nossas almas de algodão
Deslizam e giram em círculos
Irreais
Tudo se mistura
Nossos sonhos esquecidos

Os anjos escondidos
Sob suas asas
Eu queria que você se aproximasse
E que você viesse

Acalmar minha confiança
Para que você tenha consciência

Às portas do inverno
Eu traço uma linha no ar
De nossas bolhas de vidro
A essas catedrais de poeira
Às portas do inverno
Eu te mando uma oração
Forte, eu espero
Que o tédio que me perde

Sobre nossas cabeças
Imensas nuvens negras
Nos impedem de ver
O que nos espreita

Eu lamento
Que nossas vidas que passam
Se entediem no espaço
Como cometas

Perdidos no vazio
Nós dançamos
Eu quero que você saiba
Que mesmo no silêncio
Ainda nos resta uma chance

Às portas do inverno
Eu traço uma linha no ar
De nossas bolhas de vidro
A essas catedrais de poeira
Às portas do inverno
Eu espero que nos libertem
Eu acredito e espero
Encontrar nossos pontos de referência
Às portas do inverno
Nós somos efêmeros
Que percorrem a terra
Mas sempre se apertam

Hum, hum

Que percorrem a terra
Mas sempre se apertam...

Às portas do inverno
Eu traço uma linha no ar
De nossas bolhas de vidro
A essas catedrais de poeira
Às portas do inverno
Eu espero que nos libertem
Eu acredito e espero
Encontrar nossos pontos de referência
Às portas do inverno
Nós somos efêmeros
Que percorrem a terra
Mas sempre se apertam

Composição: Yorgos Benardos