A Chegada do Conclave

ludmilla von friek

Dama do coração negro, negro como a noite!
Ó, obscura senhora, Mãe-Aranha!
Rainha dos abismos além das tumbas
Sangra meus inimigos por onde eu andar
Na escuridão profunda de obsidiana!

Lolth, guia minha adaga ao coração do puro – que ele sangre!
Forte é tua mão, frio é teu coração!
Dama de olhos que não dormem, consagramos a ti
Nas profundezas que espreitam abaixo do coração da terra!

Ó Crepúsculo que engole a noite infinita
Teus olhos vigiam o palácio sem luz
Nas cavernas onde o vento murmura mentiras
Vemos tua teia prateada armada em silêncio!

Ó Lolth, Soberana da Noite sem fim!
Ainda lembramos – nós, as filhas do vazio
A sabedoria de tua crueldade, a doçura do veneno
Sob os salões eternos do palácio de obsidiana!


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