Noches Del Paraguay
Viejos recuerdos trae mi memoria
Y llega el hado que es todo un ay
Mi pecho enfermo dulce en ti piensa
Noches hermosas del Paraguay
Huérfano incierto sigo la ruta
Triste tragedia de mi pesar
Más nada pasa mi alma se enluta
Sueño en las noches del Paraguay
De ti distante me hice bohemio
Canto mis versos todo al azar
Sufro llorando en altas horas
Que no son noches del Paraguay
Pienso en mi rancho mi madre amada
La china acaso que me olvidó
Viendo constante bellos reflejos
De aquella Luna que no veo yo
Mi Luna hermosa no me refleja
La niebla fría cubre mi andar
No son tus cantos menos tus luces
Radiante Luna del Paraguay
Recuerdo todo de aquellos días
De los amores que allá dejé
Mis ilusiones la prometida
La amada buena de mi niñez
Noites do Paraguai
Velhos recuerdos trazem minha memória
E chega o destino que é um suspiro
Meu peito doente doce em ti pensa
Noites lindas do Paraguai
Órfão incerto sigo a estrada
Triste tragédia do meu pesar
Mas nada passa, minha alma se entristece
Sonho nas noites do Paraguai
De ti distante me fiz boêmio
Canto meus versos tudo ao acaso
Sofro chorando em altas horas
Que não são noites do Paraguai
Penso na minha casa, minha mãe amada
A chinesa talvez que me esqueceu
Vendo constantemente belos reflexos
Daquela Lua que não vejo eu
Minha Lua linda não me reflete
A névoa fria cobre meu andar
Não são teus cantos, nem tuas luzes
Radiante Lua do Paraguai
Lembro de tudo daqueles dias
Dos amores que deixei lá
Minhas ilusões, a prometida
A boa amada da minha infância
Composição: Pedro J. Carlés