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Poema número dos (O aposentado)

Luis Alposta

Poema número dos (El jubilado)

Fue un viento de vigilia el que lo trajo.
Quedó varado en un rincón del feca.
Le habían afanado hasta la bronca.
Lo habían revoleado y salió ceca.

¡Cómo no habría de quedar pagando
en actitud entre siniestra y mansa,
si después de yugar toda una vida
acabó por morfarse la esperanza!

Ya no tiene ilusiones que ponerse.
Su fe la desinflaron de un plumazo
y hoy anda con lo puesto -su esqueleto-,
llevando una cacho'e nada bajo el brazo.

Poema número dos (O aposentado)

Foi um vento de vigília que o trouxe.
Ficou encalhado num canto da sala.
Le roubaram até a raiva.
Ele foi jogado e saiu sem nada.

Como não ia ficar pagando
com uma atitude entre sinistra e mansa,
se depois de arar a vida inteira
acabou engolindo a esperança!

Já não tem ilusões pra se vestir.
A fé foi desfeita num estalo
e hoje anda com o que tem - seu esqueleto -,
levando um pedaço de nada debaixo do braço.

Composição: