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Soneto com raiva

Luis Alposta

Soneto con bronca

Veo un país con palidez de anemia
en manos de malandras y de giles.
Y en él veo también otros perfiles
haciendo alarde de la esquizofrenia.

Veo un país con hombres agotados,
donde el que no labura es el que grita.
Un país que tan sólo habla de guita,
de ministros de turno y negociados.

Veo un país de "prodes" y quinielas,
de inútiles discursos y novelas.
Un país que es consciente de su hastío.

Y es por eso que hoy ando rechiflado.
Yo te hablé de un país que está pinchado,
y ese pobre país -viejo- es el mío.

Soneto com raiva

Vejo um país com a palidez da anemia
nas mãos de malandros e de otários.
E nele vejo também outros cenários
fazendo alarde da esquizofrenia.

Vejo um país com homens exaustos,
donde quem não trabalha é quem grita.
Um país que só fala de grana,
de ministros de plantão e negociatas.

Vejo um país de "prodes" e apostas,
de discursos inúteis e novelas.
Um país que é consciente do seu tédio.

E é por isso que hoje ando pirado.
Eu te falei de um país que tá ferrado,
e esse pobre país - velho - é o meu.

Composição: