Ventanita Florida
Fue una noche clara
Que alumbraba tan sólo el lucero.
Junto a mi humilde ventana
"te juro" -decía- "mi amor es eterno"
Yo le di mi vida
Y entre dulces promesas se fue.
Sola y conmovida
A la reja mi amor le confié.
Ventanita florida
De mi vieja tapera,
En tu reja prendida está
Mi tímida ilusión.
Al abrirte contemplo
Un jardín de esperanza,
Ventanita, y te cierro al fin
Cantando por mi amor.
Pero fue mentira
Su promesa de amor duradero.
Desde que vino el invierno
Una noche tras otra yo en vano lo espero.
Ya ni la esperanza
Va quedando de verlo volver.
¡tanto que lo quise!
¿para qué me engañó, para qué?
Ventanita florida
De mi vieja tapera,
En tu reja marchita está
La flor de su traición.
Al abrirte, la noche
Hasta el alma me hiela,
Ventanita, y te cierro al fin
Llorando por mi amor.
Janelinha Florida
Foi uma noite clara
Que iluminava só a estrela.
Perto da minha humilde janela
"Te juro" - dizia - "meu amor é eterno"
Eu dei minha vida
E entre doces promessas ele se foi.
Sozinha e comovida
À grade meu amor confiei.
Janelinha florida
Da minha velha tapera,
Na sua grade está presa
Minha tímida ilusão.
Ao abrir-te contemplo
Um jardim de esperança,
Janelinha, e te fecho enfim
Cantando por meu amor.
Mas foi mentira
A promessa de amor duradouro.
Desde que veio o inverno
Uma noite após outra eu em vão espero.
Nem a esperança
Está sobrando de vê-lo voltar.
Tanto que eu o amei!
Pra que me enganou, pra que?
Janelinha florida
Da minha velha tapera,
Na sua grade murcha está
A flor da sua traição.
Ao abrir-te, a noite
Até a alma me gela,
Janelinha, e te fecho enfim
Chorando por meu amor.