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Perversa (O Preço do Esquecimento)

Luis H. Rocha

Perversa (El Precio Del Olvido)

No queda nada más de tu puesta en escena
Murió tu libreto, terminó tu engaño
En las mesas del bar nadie te absuelve
Tu nombre es un eco en la boca de la escoria
Y en esta historia, la mentira me consume
Sos farsante, engañadora y desleal
De todo lo que juraste nada fue real
Mentiste el origen, el techo y el destino
Autora de un drama clandestino
Que yo, por necio, aprendí de memoria

Entraste en mi vida como lo prohibido
Tu perfidia trazó la forma del pecado
Y ahora lo sé: Bajo el velo de tus mentiras
Ni tu propio nombre fue verdadero
Tu amor de la falsedad, fiel cómplice
Sos artera, impostora y charlatana
Te decís devota y comulgás con Satán
Entre juras huecas que hoy recitás
Palabras lindas que en tu boca nacen malditas

Si el bien no perdura, es verdad sabida
Que para el mal siempre hay quien lo cure
Nada calma tanto el dolor
Como rimar el pasado con otro amor
Tan distinta de vos –perversa y fría–
Ella trae una paz que yo no conocía
En su mirada, promesa y lealtad
En mis brazos encuentra la alegría
Basta con que la lleve a la joyería

Perversa (O Preço do Esquecimento)

Não sobra nada da sua encenação
Morreu seu roteiro, acabou sua farsa
Nas mesas do bar ninguém te absolve
Seu nome é um eco na boca da escória
E nesta história, a mentira me consome
Você é uma farsante, enganadora e desleal
De tudo que jurou, nada foi real
Mentiu sobre a origem, o teto e o destino
Autora de um drama clandestino
Que eu, por teimoso, aprendi de cor

Entrou na minha vida como o proibido
Sua perfídia desenhou a forma do pecado
E agora eu sei: Sob o véu das suas mentiras
Nem seu próprio nome foi verdadeiro
Seu amor da falsidade, fiel cúmplice
Você é ardilosa, impostora e tagarela
Se diz devota e comunga com o Satã
Entre juras vazias que hoje recita
Palavras lindas que na sua boca nascem malditas

Se o bem não perdura, é verdade conhecida
Que para o mal sempre há quem o cure
Nada acalma tanto a dor
Como rimar o passado com outro amor
Tão diferente de você –perversa e fria
Ela traz uma paz que eu não conhecia
Em seu olhar, promessa e lealdade
Em meus braços encontra a alegria
Basta que eu a leve à joalheria

Composição: Luis H. Rocha