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Apache

Luis Rubistein

Apache

Entre los apaches de sangrienta historia
Tu cartel de guapo se grabó a puñal,
Y en el libro negro de tu triste gloria
Una vieja pena deschavó tu mal.
Ya no sos el mismo, hay en tu mirada
Eso que tus labios no quieren decir...
En tu pecho macho, como puñalada,
Se metió algo amargo que te hace sufrir.

Apache,
Rey del hampa,
Una pena como grampa
En tu pecho se cerró.
Yo supe
Que en tu vida
Hay resabios de una herida
Que jamás cicatrizó...
Apache,
¡yo te he visto
Arrodillarte ante cristo
Y una lágrima rodó!

Una carta vieja deschavó tu pena,
Una carta larga que ninguno vio,
De aquella muchacha tan sencilla y buena
En la que decía que por vos murió...
A pesar de todo siempre la quisiste,
Pero la dejaste sin saber por qué...
¡y esa carta vieja te ha dejado triste
Porque te recuerda la que ya se fue!...

Apache

Entre os apaches de história sangrenta
Teu cartel de bonitão se gravou a punhalada,
E no livro negro da tua triste glória
Uma velha dor desvendou teu mal.
Já não és o mesmo, há em teu olhar
Aquilo que teus lábios não querem dizer...
No teu peito forte, como uma facada,
Entrou algo amargo que te faz sofrer.

Apache,
Rei do crime,
Uma dor como grampo
No teu peito se fechou.
Eu soube
Que na tua vida
Há resquícios de uma ferida
Que nunca cicatrizou...
Apache,
Eu te vi
Te ajoelhar diante de Cristo
E uma lágrima rolou!

Uma carta velha desvendou tua dor,
Uma carta longa que ninguém viu,
Daquela garota tão simples e boa
Na qual dizia que por ti morreu...
Apesar de tudo, sempre a quiseste,
Mas a deixaste sem saber por quê...
E essa carta velha te deixou triste
Porque te lembra a que já se foi!...

Composição: