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Cativo

Luis Rubistein

Cautivo

Nunca podré comprender,
Ni lo quiero pensar,
Qué hay en tu amor.
Niebla sin fin, pena veloz
Que abre los rumbos de mi mal.
Cómo quisiera poder
Olvidarte y huir !
No verte más para arrancar
Este dolor y no sentir
Que he de morir así.

Pero siento que no puedo vivir
Sin tus manos, tus caricias, tu amor
Y que soy un prisionero
De tu desamor.
Vieja angustia de saber que no soy
Quien tus sueños enredo en un cantar
Y sentir que igual te quiero
Para mi mal.

Y es un tormento este amor
Que no puedo matar,
Ni amordazar.
Sé que al morir me va a seguir
Hasta la tumba tu mirar.
Y cuando intento escapar
De este infierno sin fin,
La voluntad me dice sí,
El corazón me grita no!
Y para que luchar?

Cativo

Nunca vou conseguir entender,
Nem quero pensar,
O que há no seu amor.
Névoa sem fim, dor veloz
Que abre os caminhos do meu mal.
Como eu queria poder
Te esquecer e fugir!
Não te ver mais para arrancar
Essa dor e não sentir
Que vou morrer assim.

Mas sinto que não posso viver
Sem suas mãos, suas carícias, seu amor
E que sou um prisioneiro
Do seu desamor.
Velha angústia de saber que não sou
Quem seus sonhos enreda em uma canção
E sentir que ainda te quero
Para meu mal.

E é um tormento esse amor
Que não consigo matar,
Nem amordaçar.
Sei que ao morrer, seu olhar
Vai me seguir até a tumba.
E quando tento escapar
Desse inferno sem fim,
A vontade me diz sim,
O coração grita não!
E pra que lutar?

Composição: Luis Rubistein, Egidio Pittaluga