Cautivo
Nunca podré comprender,
Ni lo quiero pensar,
Qué hay en tu amor.
Niebla sin fin, pena veloz
Que abre los rumbos de mi mal.
Cómo quisiera poder
Olvidarte y huir !
No verte más para arrancar
Este dolor y no sentir
Que he de morir así.
Pero siento que no puedo vivir
Sin tus manos, tus caricias, tu amor
Y que soy un prisionero
De tu desamor.
Vieja angustia de saber que no soy
Quien tus sueños enredo en un cantar
Y sentir que igual te quiero
Para mi mal.
Y es un tormento este amor
Que no puedo matar,
Ni amordazar.
Sé que al morir me va a seguir
Hasta la tumba tu mirar.
Y cuando intento escapar
De este infierno sin fin,
La voluntad me dice sí,
El corazón me grita no!
Y para que luchar?
Cativo
Nunca vou conseguir entender,
Nem quero pensar,
O que há no seu amor.
Névoa sem fim, dor veloz
Que abre os caminhos do meu mal.
Como eu queria poder
Te esquecer e fugir!
Não te ver mais para arrancar
Essa dor e não sentir
Que vou morrer assim.
Mas sinto que não posso viver
Sem suas mãos, suas carícias, seu amor
E que sou um prisioneiro
Do seu desamor.
Velha angústia de saber que não sou
Quem seus sonhos enreda em uma canção
E sentir que ainda te quero
Para meu mal.
E é um tormento esse amor
Que não consigo matar,
Nem amordaçar.
Sei que ao morrer, seu olhar
Vai me seguir até a tumba.
E quando tento escapar
Desse inferno sem fim,
A vontade me diz sim,
O coração grita não!
E pra que lutar?
Composição: Luis Rubistein, Egidio Pittaluga