Ya Lo Ves
La vida es tan extraña y es tan compleja,
Ya ves, quién lo diría, que estás aquí
Sin darme ni un reproche, sin lágrimas, sin quejas,
Pagándome con besos lo que te di...
Pudieran esos labios gritar: ¡canalla!
Bramar por tus angustias, quebrar mi voz.
Pero me quieres tanto que sigues junto a mí
Buscando con caricias mi salvación...
¡ya lo ves!
Vos sos la misma, todo es igual,
Te di mentiras a cambio de amor
Y la vida me dio mal por mal.
Me anduve arrastrando por tantos caminos,
Mordiendo un recuerdo, soñando volver...
¡ya lo ves!
Vuelvo a encontrar en mi amor de ayer
La pasión suave y serena,
Que en noches de ausencia
Con ansias busqué...
No quiero que en tus ojos se junten penas,
Me duele que te quedes sufriendo aquí.
Ya sé tus sacrificios, ya sé que sos muy buena,
Que no merezco nada que hagas por mí.
Déjame que me muera, si es mi castigo,
Por todo el mal que un día le di a tu amor.
Ya ves que, al fin de cuentas, mi vida fue peor,
Que pago con angustias mi desamor.
Já Viu
A vida é tão estranha e tão complexa,
Já viu, quem diria que você está aqui
Sem me fazer um reproche, sem lágrimas, sem queixas,
Me pagando com beijos o que te dei...
Aqueles lábios poderiam gritar: canalha!
Clamar por suas angústias, quebrar minha voz.
Mas você me ama tanto que continua ao meu lado
Procurando com carícias minha salvação...
Já viu!
Você é a mesma, tudo é igual,
Te dei mentiras em troca de amor
E a vida me deu mal por mal.
Fiquei me arrastando por tantos caminhos,
Mordendo uma lembrança, sonhando voltar...
Já viu!
Volto a encontrar no meu amor de ontem
A paixão suave e serena,
Que em noites de ausência
Com ansiedade procurei...
Não quero que em seus olhos se juntem tristezas,
Me dói que você fique sofrendo aqui.
Já sei dos seus sacrifícios, já sei que você é muito boa,
Que não mereço nada do que você faz por mim.
Deixe-me morrer, se esse é meu castigo,
Por todo o mal que um dia fiz ao seu amor.
Já viu que, no fim das contas, minha vida foi pior,
Que pago com angústias meu desamor.
Composição: Luis Rubistein