
Miranda
Luiz Carlos Borges
De longe se ouvia o apito do trem
Descendo rumo ao pantanal
Velhos trilhos cortando a cidade
Deixando a saudade de quem se foi
Na velha estação desciam viajantes
Que vinham da cidade grande
Visitantes, turistas, peões
Quando o trem partia voltava o silêncio
Ponteiros do tempo
Dormiam na torre da igreja matriz
Tempo de piracema
Dourados subindo as águas
É tempo de festa no rio Miranda
Me traga de volta a morena
Que passeava nos fins de tarde
Me chama pra um fim de semana
Miranda
Quero matar a saudade
Na sombra de suas mangueiras
Famílias puxavam bancos e cadeiras
Pra formar a roda de tererê
Quantos namoros nasceram
Quantos meninos cresceram
Ouvindo as histórias
De seus ancestrais
Me ama, morena bonita
Porque eu ainda te amo
Me ama, morena, porque
Eu ainda te amo
Me ama nos fins de semana
Que já vale a pena
Quero me banhar nas águas
Deste rio ao cair da tarde
Me chama pra um fim de semana
Miranda
Quero me banhar nas águas
Deste rio ao cair da tarde
Me ama nos fins de semana
Miranda
Me chama nos fins de semana
Morena
Me ama nos fins de semana
Miranda



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