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O Coreto da Pracinha

Luiz Gonzaga

Memória e saudade em “O Coreto da Pracinha” de Luiz Gonzaga

"O Coreto da Pracinha", de Luiz Gonzaga, retrata a saudade de um tempo em que a vida comunitária girava em torno de espaços públicos simples, como o coreto da praça. Gonzaga usa o coreto como símbolo da convivência e da cultura popular, destacando seu papel central nas cidades do interior. Ao cantar “ninguém se lembrou / Do Coreto da Pracinha”, ele chama atenção para o esquecimento desses lugares que antes reuniam as pessoas para ouvir a “garbosa bandinha” e celebrar juntos momentos marcantes do cotidiano.

A letra faz referência à tradição musical brasileira, citando a “bandinha” que tocava polcas, maxixes e valsas, reforçando a importância desses encontros para a identidade local. A imagem do coreto “iluminado / Bem em frente à Matriz” e da retreta que começava “logo após a ladainha” mostra como música e fé faziam parte da rotina da comunidade. O tom nostálgico se intensifica em “Agora, só resta a lembrança”, indicando que, com o fim desses eventos, também se perde o calor humano e a esperança que eles traziam. A canção é um apelo à valorização da memória coletiva e das pequenas alegrias que marcaram gerações.

Composição: Altamiro Carrilho, Aracy Carrilho. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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