exibições de letras 469
Letra

    Pingo de cacho quebrado, chapéu tapeado na fronte
    Anseios de três ontonte de enxergar minha trigueira
    Poncho carnal Colorado emalando sonho e mágoa
    Escorando as deságuas da velha sina changueira

    Peonando nestas campinas da minha pampa dobrada
    Reculutando madrugadas pra o potreiro das auroras
    Com pensamentos no rancho, lembrando da prenda amada
    A saudade vem atada nos cabrestilhos da espora

    Ando chuleando uma folga pra ir ver o meu regalo
    No contraponto dos galos, vou sair lá da estância
    Chegarei em algum bolicho para povoar meus peçuelos
    Um coração de sinuelo ponteando um lote de ânsias

    Quando chegar no povoado, saco o sombreiro da testa
    Armo um sorriso de festa contemplando o céu divino
    Por Deus ter me dado força para vencer a jornada
    Lonqueando o couro da estrada, palmilhando o meu destino

    Enquanto não finda o mês, eu vou cevando este sonho
    Com estes meus olhos tristonhos chorando mágoas por dentro
    Um dia, ergo morada pra minha China e o piazito
    No fundo de algum campito que dê meu próprio sustento

    Meu Mouro está adelgaçado, esperando a permissão
    A licença do patrão, pois um peão não se governa
    São leis que regem o campo, que diferem da cidade
    Engordando as ansiedades que a vida rural inverna
    Engordando as ansiedades que a vida rural inverna


    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Luiz Marenco e Jari Terres e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção