Manhattan
Moi, qui ne croyais plus en rien
Tout était monstre à tête de chien
Sous une fenêtre gothique
M'apparut l'infante d'Amérique
Elle avait les bras aussi longs que la mer
Sur ses cuisses, deux revolvers
L'un d'or, l'autre d'acier
Pour qui voulait l'approcher
Ses mains sur ma peau
Sa crinière en flammes
Manhattan
Ses yeux dans le dos
Ont tordu mon âme
Manhattan
Le coeur bien atrophié
Par la peur du danger
J'allais m'asseoir à sa table
Sans me sentir coupable
Mais comme toute apparition
Il n'y a pas de moralisation
Du doigt elle me montre un portique
Sur lequel est marqué « exit »
Ses mains sur ma peau
Sa crinière en flammes
Manhattan
Ses yeux dans le dos
Ont tordu mon âme
Manhattan
Des poussières d'échos
Dans la cathédrale
Manhattan
Dites aux héros
De ranger les armes
Manhattan
Manhattan
Eu, que não acreditava em nada
Tudo era um monstro com cabeça de cachorro
Debaixo de uma janela gótica
Apareceu a infanta da América
Ela tinha os braços tão longos quanto o mar
Sobre suas coxas, dois revólveres
Um de ouro, outro de aço
Para quem quisesse se aproximar
Suas mãos na minha pele
Sua crina em chamas
Manhattan
Seus olhos nas costas
Torceram minha alma
Manhattan
O coração bem atrofiado
Pela medo do perigo
Eu ia me sentar à sua mesa
Sem me sentir culpado
Mas como toda aparição
Não há moralização
Com o dedo ela me mostra um pórtico
No qual está escrito "saída"
Suas mãos na minha pele
Sua crina em chamas
Manhattan
Seus olhos nas costas
Torceram minha alma
Manhattan
Pó de ecos
Na catedral
Manhattan
Dizem aos heróis
Para guardarem as armas
Manhattan