
Sono de Anjo
Lunae Lux
Foi como assistir aos astros
Bailarem silenciosamente
Com toda a intensidade do seu brilho
E sutileza
Foi como ver um trem
Chegar vagarosamente
Carregando uma mãe
Separada de seu filho tão contente
Que quase soa como desespero
Uma chuva de um turbilhão de adagas
Um amor digno de comoção
Entregues a uma ilusão qualquer que afaga
Mas não é qualquer graça do vento
Que balança a minha canoa remendada
Pois há muito que canto e remo
Em ondas frias e descompassadas
E em alto mar com minha carranca eu vi
Conversando com antigos demônios, sim descobri
Também são flores
As que têm espinhos, as que causam dores
Também são muletas
Vícios que desaceleram ampulhetas
E eu sei
Que nada sei e nem possuo dessa vida
Que escoa tão veloz
Mas rogo às forças do universo
Que entendam a falta que me faz tua voz
Quando lhe peço, fica do meu lado
Não solta da minha mão
Pois as ruas que gritam meus fardos
São só sorrisos sem emoção



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