Balada O Makovom Mlynèeklu
Tisíc slov púštnych dún
poèul som každou nocou
prosil tých niektorých
posledných s ve¾kou mocou
V pokriku vtáèích snov
šepkal som rannou rosou
kráèal som s hriechom zlých
s krvavým oštepom v oku
Batoh som tíško otvoril
s príchodom temných duší
detské ruky som znetvoril
v makovom mlynèeku drtil!
V šepote tonových mažiarov
tú kašu hladne som trovil
pažravo z huby mi padalo
ako jeden pór tela sa potil!
„V záveji kúpim tieò"
èítal som inzerát dejín
pokojne s biedou ži
na terase èistých perín
Vïaka ním vnímal som
náreky ažných koní
ucítil v sláku tón
v srdci mi odvtedy zvoní
Balada do Moinho de Papoula
Mil palavras de dunas do deserto
Eu as contava toda noite
Pedia a alguns
Os últimos com grande poder
No grito dos sonhos dos pássaros
Eu sussurrava com o orvalho da manhã
Caminhava com o pecado dos maus
Com uma lança ensanguentada no olho
Abri a mochila em silêncio
Com a chegada das almas sombrias
Desfigurei as mãos de crianças
No moinho de papoula eu triturava!
No sussurro dos pilões tonais
Eu devorava essa papa faminta
Caiam vorazmente da boca
Como um único talo, o corpo suava!
"Na nevasca, eu também comprarei"
Eu li o anúncio da história
Calmamente vivendo na miséria
Na varanda de lençóis limpos
Graças a eles, eu percebia
Os lamentos dos tristes cavalos
Senti no lamento o tom
No meu coração, desde então, ressoa.