Dagar Utan Slut
Jag satt fattig som en lus
i mitt omoderna hus
till klockan tre varenda natt
Jag var en ung rebell
kvll efter kvll
Jag var en gud
som kikna av skratt
Sa nn sitt! sa jag st
Sa nn stopp! sa jag g
Jag stod vid sidan om
med min grimas
Sa nn kften! s skrek jag
Sa nn lova! s svek jag
allt fr att hlla
min frihets bas
Nr Nixon bomba Hanoi
den dr julen
gick jag med dom andra
till Amerikas ambassad
Annars skydde jag marscher
och makter och mten
som ville mrklgga sinnet
och hindra en grabb
att va fri och glad
Jag gick med ftterna bara
mitt bland fllornas fara
Jag var frsvunnen
innan nn kom fram
Dom sa: Ta dej i kragen
men jag gav fan i lagen
och mitt hr
kom aldrig i nrheten av en kam
Jag hrde solrosen sjunga
nr ntterna var tunga
Jag sg gryningen komma
som lfte och hopp
Jag kunde lyfta frn marken
nr jag sprang genom parken
och knde vingarna
vxa fram ur min kropp
Jag skrev dikter och snger
under almarna
Jag var Rimbaud
i min egen apocalyps
Jag kunde skratta t en hippie
och grta t en progg
och sparka en vnsterpuritan
i hcken
och klippa av en sidenslips
Vi var berusade
Vi var frlskade
Vi var frtvivlade
frbannde
frsummade
Vi kom frn hem och borg
Vi kom frn gator, torg
Vi var p rymmen frn allt
som var stelt och kallt
Som ville ha oss ner p kn
Vi sa: Ett land vars ungdom
inte gr uppror
r ett land som det r synd om
Och vi sa det p ett stt
som drp av svett
Vi sa: Finns det liv efter dden
s r det hitom
Dom tog oss ibland
med batongen i hand
frskte banka oss till lydnad
och hut
Men i gryningen var v
Dias Sem Fim
Eu estava pobre como um mendigo
na minha casa ultrapassada
até as três toda noite
Eu era um jovem rebelde
noite após noite
Eu era um deus
que se acabava de tanto rir
"Então senta!" eu disse
"Então para!" eu gritei
Eu estava ao lado
com minha cara de poucos amigos
"Então cala a boca!" eu gritei
"Então promete!" eu traí
tudo pra manter
minha base de liberdade
Quando Nixon bombardeou Hanoi
naquele Natal
fui com os outros
até a embaixada americana
Caso contrário, eu evitava marchas
e poderes e encontros
que queriam sufocar a mente
e impedir um garoto
de ser livre e feliz
Eu andava só com os pés
no meio do perigo das garotas
Eu estava perdido
antes que alguém chegasse
Eles disseram: "Se toca!"
mas eu não liguei pra lei
e meu cabelo
nunca chegou perto de um pente
Eu ouvi o girassol cantar
quando as noites eram pesadas
Eu vi a aurora chegar
como um alívio e esperança
Eu podia levantar do chão
quando corria pelo parque
e sentia as asas
crescerem do meu corpo
Eu escrevia poesias e canções
debaixo das árvores
Eu era Rimbaud
na minha própria apocalipse
Eu podia rir de um hippie
e chorar por um prog
e chutar um puritano da esquerda
na cara
e cortar uma gravata de seda
Nós estávamos bêbados
Nós estávamos apaixonados
Nós estávamos desesperados
malditos
desorientados
Nós viemos de casa e do castelo
Nós viemos das ruas, praças
Nós estávamos fugindo de tudo
que era rígido e frio
Que queria nos ver de joelhos
Nós dissemos: Um país cuja juventude
não se rebela
é um país que dá pena
E nós dissemos isso de um jeito
que escorria suor
Nós dissemos: Existe vida após a morte
então é aqui
Eles nos pegaram às vezes
com o cassetete na mão
tentaram nos bater até a obediência
e a disciplina
Mas na aurora era...