Tierra de Nadie
Hace unos días deambulando
Por las calles
Me di cuenta que faltaba concientización
Estoy perdiendo la razón
La ironía nos consume
Y la falta de cultura está matando la nación
(Y yo lo voy a decir así)
(Estoy orgulloso de mi sangre nativa)
(Estoy orgulloso de ser peruano)
Pasan años y esto no mejora
El indefenso por amor implora
¿Cómo es posible que la miseria
Siga siendo parte hoy de la cultura?
¿Qué pasó con Ama Sua
Ama Llulla o Ama Qhella?
Y disculpa, no recordaba que la discriminación también abunda
¿Qué pasó en ti?
Casi no salgo ya de casa
Porque la última vez me apuntaron
Con un arma creo que por tercera vez
Nos quitaron, libertad
Nos robaron la paz
Y para colmo de mal
También la tranquilidad
Varios negocios de mi barrio
Han cerrado pues si no pagas
10 mil soles (pium, pium, chau, chau)
Como los transportistas
Que arriesgan hoy su vida
Pues no saben si en su bus serán asesinados
Y ante todo esto
Se nos dice que no
Que todo está bien y que va para mejor
Ya basta de indiferencia
Ya es bastante la ignorancia
Sé que a todos nos pesa que no les importe nada
(Nada)
(Nada)
(Nada)
(Nada)
(A la ciudadanía en general)
(No abran esas llamadas)
(No abran esos mensajes)
(Un paro de 24 horas)
(De 48 horas, hermano transportista)
(No resuelve)
(Y no va a resolver el problema)
Me pregunto si un día cambiará la situación del país
No podemos seguir así muriendo en nuestra tierra
Tierra de nadie
Tierra de nadie
Tierra de nadie
Tierra de nadie
De nadie
¡Tierra de nadie
Tierra de nadie
Tierra de nadie
Tierra de nadie
De nadie!
(Y quiero que recuerden siempre)
(Quiero que recuerden que)
(Daremos todo lo que tengamos que dar)
(Daremos todo lo que tengamos que dar)
(Es todo, no me quiero ir de mi país)
(No me quiero ir)
(No me quiero ir en serio)
(No me quiero ir)
Terra de Ninguém
Há alguns dias vagando
Pelas ruas
Percebi que faltava conscientização
Estou perdendo a razão
A ironia nos consome
E a falta de cultura tá matando a nação
(E eu vou dizer assim)
(Estou orgulhoso da minha raiz nativa)
(Estou orgulhoso de ser brasileiro)
Passam anos e isso não melhora
O indefeso por amor implora
Como é possível que a miséria
Ainda seja parte da cultura hoje?
O que aconteceu com Ama Sua
Ama Llulla ou Ama Qhella?
E desculpa, não lembrava que a discriminação também abunda
O que aconteceu com você?
Quase não saio mais de casa
Porque da última vez me apontaram
Com uma arma, acho que pela terceira vez
Nos tiraram a liberdade
Nos roubaram a paz
E pra piorar
Também a tranquilidade
Vários negócios do meu bairro
Fecharam, pois se não paga
10 mil reais (pium, pium, tchau, tchau)
Como os transportadores
Que arriscam suas vidas hoje
Pois não sabem se no seu ônibus serão assassinados
E diante de tudo isso
Nos dizem que não
Que tá tudo bem e que vai melhorar
Já chega de indiferença
Já é bastante a ignorância
Sei que pesa pra todos nós que não se importam com nada
(Nada)
(Nada)
(Nada)
(Nada)
(A cidadania em geral)
(Não atendam essas chamadas)
(Não abram essas mensagens)
(Um protesto de 24 horas)
(De 48 horas, irmão transportador)
(Não resolve)
(E não vai resolver o problema)
Me pergunto se um dia a situação do país vai mudar
Não podemos continuar assim morrendo na nossa terra
Terra de ninguém
Terra de ninguém
Terra de ninguém
Terra de ninguém
De ninguém
Terra de ninguém
Terra de ninguém
Terra de ninguém
Terra de ninguém
De ninguém!
(E quero que sempre lembrem)
(Quero que lembrem que)
(Daremos tudo que tivermos que dar)
(Daremos tudo que tivermos que dar)
(É isso, não quero sair do meu país)
(Não quero ir)
(Não quero ir, sério)
(Não quero ir)
Composição: Moisés Muñoz, Gianluca Marquina