Devil's Advocate
Something slept, across from me holding me from childhood sleep.
Something sees, in the dark, every spark from eyes I keep.
Everything, i once feared, seems to be what i hold dear.
All the things, in my head delicious in their shades of red.
Something once, about the hour eleven thirty four I'd cower,
in my shell safe from all I'd invented frightened of the power.
Now those dark, shadowed holes, speak to me respect, I know.
So with reverence I must, trace the dust, the bottom of my soul.
I've echoed devilspeak. I've held back evil's secrets.
I've entertained the blackness, I've lusted under fire.
I've tasted searing tongue I've swallowed sweated blood.
I won't pretend to know, or even that it could be understood.
In deeper pools, comes the dark, part and parcel, swim with sharks.
Now embraced, I hold the night, bark is far more powerful than bite.
Still I see, fear controls, ant-like million tiny souls.
chances aren't, jarred from sleep, confused and lazy are the sheep
Clashing wings the flashing storm, devil's flesh, so hard and warm.
Not a minion, patron, slut, still i have been know his advocate.
Devil's eyes reflect in mine, fleshes known to cross the line.
In the lowered dripping jut, communicating wordless advocate.
Advogado do Diabo
Algo dormia, na minha frente me segurando desde a infância.
Algo vê, no escuro, cada brilho dos olhos que guardo.
Tudo que um dia temi, parece ser o que mais estimo.
Todas as coisas, na minha cabeça, deliciosas em seus tons de vermelho.
Algo uma vez, por volta das onze e trinta e quatro, eu me encolhia,
na minha concha, seguro de tudo que inventei, com medo do poder.
Agora aqueles buracos escuros e sombrios, falam comigo, respeito, eu sei.
Então, com reverência, devo, traçar a poeira, o fundo da minha alma.
Eu ecoei a fala do diabo. Guardei os segredos do mal.
Eu brinquei com a escuridão, desejei sob o fogo.
Eu provei a língua ardente, engoli sangue suado.
Não vou fingir que sei, ou mesmo que isso possa ser entendido.
Em poços mais profundos, vem a escuridão, parte e parcela, nado com tubarões.
Agora abraçado, seguro a noite, a casca é muito mais poderosa que a mordida.
Ainda vejo, o medo controla, milhões de almas minúsculas como formigas.
As chances não estão, despertas do sono, confusas e preguiçosas são as ovelhas.
Asas colidindo, a tempestade relampejante, carne do diabo, tão dura e quente.
Não sou um capanga, patrono, vagabunda, ainda assim, sou conhecido como seu advogado.
Os olhos do diabo refletem nos meus, carnes conhecidas por cruzar a linha.
Na saliência gotejante abaixada, comunicando-se como um advogado sem palavras.