395px

Fome

Luxt

Hunger

What's a worm supposed to do when everything's in scraps.
Torn out hearts and busted parts and nothing left to do.
Everything I touch just turns to wreckage on this shore.
Perhaps this whore should find someone with even less a clue.

What's in a name? Well this one's looking thinner by the day.
But it's not given out like lies and ounces of myself.
So I can go on knowing they can't find me once away,
So now I'm just a lonely nameless, faceless one night hell.

What's with the weather lately, always two degrees below,
Whatever wraps this carcass tripping crossed these empty streets.
Skin and bones and silver pieces to those in the know.
The light don't see me as I slip from shadow into sheets.

Rain has turned to iron ripping down this rigid face.
Leaning to the wind as even more wet licks my spine.
Winding down the staircase in this blue-black rusted place.
So indigo the filter of the light against my mind.

It's four a.m. again I'm in the claustrophobic state.
Consumed by walls swallowing hate and dying for a cause.
It's never ending nothing that's injected to my soul,
But I won't trade this icy hole, I know the morning draws.

I need the lusting back and coursing through me.
Hunger seems so foreign now, foreign to be.
Thrust beneath this light of "satisfaction's left me dry."
So now this wind burnt skull just wants to want to want to want to try.

Hunger.

Fome

O que um verme deve fazer quando tudo tá em pedaços.
Corações despedaçados e partes quebradas, nada pra fazer.
Tudo que toco vira destroços nessa praia.
Talvez essa vagabunda deva achar alguém que não saiba nada.

O que tem em um nome? Bem, esse tá ficando mais magro a cada dia.
Mas não é dado como mentiras e gramas de mim mesmo.
Então posso seguir sabendo que não podem me encontrar quando eu me for,
Agora sou só um solitário sem nome, sem rosto, um inferno de uma noite.

O que tá acontecendo com o tempo ultimamente, sempre dois graus abaixo,
Seja lá o que envolve esse corpo tropeçando nessas ruas vazias.
Pele e ossos e pedaços de prata pra quem entende.
A luz não me vê enquanto escorrego da sombra pra debaixo dos lençóis.

A chuva virou ferro rasgando esse rosto rígido.
Me apoiando no vento enquanto mais água lambe minha coluna.
Descendo a escada nesse lugar enferrujado azul-escuro.
Tão índigo o filtro da luz contra minha mente.

São quatro da manhã de novo, tô nesse estado claustrofóbico.
Consumido por paredes que engolem ódio e morrendo por uma causa.
É um nada sem fim que injetam na minha alma,
Mas não vou trocar esse buraco gelado, sei que a manhã se aproxima.

Eu preciso da paixão de volta correndo por mim.
A fome parece tão estranha agora, estranha de ser.
Empurrado sob essa luz de "satisfação me deixou seco."
Agora esse crânio queimado pelo vento só quer querer, querer, querer, querer tentar.

Fome.

Composição: