A Veces Un Cielo
Sincera en la cal
y en la arena,
la cara y la cruz,
faro sin luz
tiempo y marea.
Siempre fiel
a mi manera,
cuanto mas lejos
más agustito a tu vera,
el gusto de conocerte,
regalarme alguna sorpresa.
En esta calle triste
enjaulada y sin alpiste
miro la luna
en un gajo de manzana.
A veces soy mala, a veces un cielo,
a veces te extraño
y por tus ojos muero.
A veces soy mala, a veces un cielo,
a veces te extraño
y por tus huesos muero.
La vida es una canción
que yo tarareo.
A veces soy mala,
a veces muy mala,
y a veces un cielo.
Caminar
sobre las hojas del otoño
es romántico y resbaladizo
subamos al coche
a hacer el amor
que me muero de frío.
En esta calle triste.
Às Vezes Um Céu
Sincera na cal
e na areia,
a cara e a cruz,
farol sem luz
tempo e maré.
Sempre fiel
do meu jeito,
quanto mais longe
mais aconchegado ao seu lado,
a alegria de te conhecer,
me surpreender com alguma novidade.
Nesta rua triste
enjaulada e sem comida
olho a lua
em um pedaço de maçã.
Às vezes sou má, às vezes um céu,
às vezes sinto sua falta
e por seus olhos eu morro.
Às vezes sou má, às vezes um céu,
às vezes sinto sua falta
e por seus ossos eu morro.
A vida é uma canção
que eu assobio.
Às vezes sou má,
às vezes muito má,
e às vezes um céu.
Caminhar
sobre as folhas do outono
é romântico e escorregadio,
vamos pro carro
fazer amor
que eu tô morrendo de frio.
Nesta rua triste.