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Às Vezes Um Céu

Luz Casal

A Veces Un Cielo

Sincera en la cal
y en la arena,
la cara y la cruz,
faro sin luz
tiempo y marea.

Siempre fiel
a mi manera,
cuanto mas lejos
más agustito a tu vera,
el gusto de conocerte,
regalarme alguna sorpresa.

En esta calle triste
enjaulada y sin alpiste
miro la luna
en un gajo de manzana.

A veces soy mala, a veces un cielo,
a veces te extraño
y por tus ojos muero.
A veces soy mala, a veces un cielo,
a veces te extraño
y por tus huesos muero.

La vida es una canción
que yo tarareo.
A veces soy mala,
a veces muy mala,
y a veces un cielo.

Caminar
sobre las hojas del otoño
es romántico y resbaladizo
subamos al coche
a hacer el amor
que me muero de frío.

En esta calle triste.

Às Vezes Um Céu

Sincera na cal
e na areia,
a cara e a cruz,
farol sem luz
tempo e maré.

Sempre fiel
do meu jeito,
quanto mais longe
mais aconchegado ao seu lado,
a alegria de te conhecer,
me surpreender com alguma novidade.

Nesta rua triste
enjaulada e sem comida
olho a lua
em um pedaço de maçã.

Às vezes sou má, às vezes um céu,
às vezes sinto sua falta
e por seus olhos eu morro.
Às vezes sou má, às vezes um céu,
às vezes sinto sua falta
e por seus ossos eu morro.

A vida é uma canção
que eu assobio.
Às vezes sou má,
às vezes muito má,
e às vezes um céu.

Caminhar
sobre as folhas do outono
é romântico e escorregadio,
vamos pro carro
fazer amor
que eu tô morrendo de frio.

Nesta rua triste.

Composição: