Elixir
Congelaste el tiempo
En la mugre de tus uñas
Me viste desfilar desnudo
En el espacio de tu vida
Hiciste que el pecado
Fuera pesadilla deliciosa
Cobrándome la penitencia
En la carne propia
Bañaron mis palabras
Lloviznas de flores
Que alfileres se hicieron
Al paso de míos temores
Maldijiste conjuros
Con el permiso del cielo
Dejándome el estigma
De tus malditos besos
Cayendo así en el elixir
De tu hechizo
Del que se va
Del infierno al paraíso
Descubrir tu piel ha sido
El placer del evangelio
Que pregono el dolor
De la pasión de mi tiempo
Eres la última virgen
De tu propio templo
Y yo un devoto perdido
De ese gran misterio
Purificaste mi pena
Con una espina
Pero olvidaste
Cerrarme la herida
Elixir
Congelou o tempo
Na sujeira das suas unhas
Me viu passar nu
No espaço da sua vida
Fizeste com que o pecado
Fosse uma deliciosa pesadelo
Me cobrando a penitência
Na carne própria
Minhas palavras foram banhadas
Por chuviscos de flores
Que se tornaram alfinetes
Com o peso dos meus medos
Amaldiçoaste feitiços
Com a permissão do céu
Deixando em mim o estigma
Dos seus beijos malditos
Caindo assim no elixir
Do seu feitiço
De quem vai
Do inferno ao paraíso
Descobrir sua pele foi
O prazer do evangelho
Que prega a dor
Da paixão do meu tempo
Você é a última virgem
Do seu próprio templo
E eu um devoto perdido
Desse grande mistério
Purificaste minha dor
Com uma espinha
Mas esqueceste
De fechar a ferida
Composição: Arturo Huizar / Jacome