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Medo

Lydia Lunch

Dread

dread
that subterranean world
where one awakes from dread to dread
sleep does not put an end to dread
it's as if dread is both day and night
in a mobile disaster
which allows everything to remain twisted
in an endless twilight
perpetual limbo
where every somnambulant second
is plagued by that nightmarish preoccupation
of one's own fears
fears made much too real
this close to the millennium
that final countdown to our own extinction
plundered into a reality from which one will never return
plundered into that shattered dreamscape
of purgatory of paranoia, pestilence, petulance
word becomes increasingly difficult to segregate
good from evil
living from the living dead
bleak panorama where not even death
not even death
offers release
for what you wrought will come back to haunt
and haunt it does
what if death picks up where life left off
what if death picks up where life left off
death picks up where life left off
an endless barrage of unbearable obstacles
a god forsaken terrain
where lost souls find even less mercy
no mercy
and are still forced to reconcile
with what was left undone
as if the struggle never ends
the struggle never ends
as if there is not now or ever peace
peace being foreign to our nature
the nature of the beast

Medo

medo
que mundo subterrâneo
onde se acorda de medo em medo
o sono não acaba com o medo
é como se o medo fosse tanto dia quanto noite
num desastre móvel
que permite que tudo permaneça distorcido
num crepúsculo sem fim
limbo perpétuo
onde cada segundo sonâmbulo
é assombrado por aquela preocupação aterrorizante
dos próprios medos
medos tornados muito reais
tão perto do milênio
aquela contagem regressiva final para nossa própria extinção
saqueados para uma realidade da qual nunca se voltará
saqueados para aquele sonho despedaçado
do purgatório da paranoia, peste, petulância
as palavras se tornam cada vez mais difíceis de separar
o bom do mal
os vivos dos mortos-vivos
panorama sombrio onde nem mesmo a morte
nem mesmo a morte
a oferta de libertação
pelo que você fez voltará para assombrar
e assombra, sim
e se a morte retomar de onde a vida parou
e se a morte retomar de onde a vida parou
a morte retoma de onde a vida parou
uma barragem interminável de obstáculos insuportáveis
um terreno abandonado por Deus
onde almas perdidas encontram ainda menos misericórdia
nenhuma misericórdia
e ainda são forçadas a reconciliar
com o que ficou por fazer
como se a luta nunca acabasse
a luta nunca acaba
como se não houvesse agora ou nunca paz
paz sendo estranha à nossa natureza
a natureza da besta

Composição: