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Sinto Inveja

Lytos

Tengo Envidia

No sé lo que me pasa
Y ya no puedo más
Puedo escuchar mi alma
Rompiéndose en pedazos cada vez que intenta hablar

Tengo envidia de aquel que madruga
Del que consigue dormir por las noches sin pastillas, sin locura
Me mintieron; el tiempo no cura
Pero te enseña que no eres más un trozo de carne cruda

Y eso te pone los pies en la Tierra
Como a un perro la vida te folla cuando está muy perra
Tropiezas con la misma piedra en el mismo camino
Y duele mucho más al saber que la piedra eres tú mismo

Tengo envidia del que cree ciegamente en Dios
Porque delega sus pecados y destino a otro
Del que lidia con la fe y no con la mente. Yo
Soy quien se niega a haber acabado el camino solo

Tengo envidia del falso y del cobarde
Del que te ofrece ayuda cuando ya sabe que es tarde
Hay pérdidas que alivian... Dime, ¿qué me aportas tú?
No puedo seguir iluminando a costa de apagar mi luz

¿Por qué la oscuridad me abriga?
A veces pienso que si marcho nadie notará mi huida
Escriba lo que escriba, aunque me quede sin saliva
Siento que soy como Egipto y solo quieren ver mis ruinas

¿Sabes? La paz no es una derrota
No soy un cobarde, es que hasta el dolor se agota
Y quizá sea mi última copa, así que arrancadme la ropa
Disfrutad de mi alma rota y exprimidme hasta la última nota

Tengo envidia de la música
Por ser una paloma mensajera sin idioma
Los años te demuestran que la envidia es estúpida
Y que no puedes pasar de moda, si nunca has sido una moda

Muchos solo están de visita
Y verás quién es real cuando ya no te necesita
Te venderán disculpas por ser otro adicto al ego
Pero quién tiene la culpa, dime ¿el jugador o el juego?

Y me atrevo a dar consejos
Porque a veces para aconsejar hay que pecar no predicar con el ejemplo
Ahora es momento de salir bien en la foto
Porque seremos lo que el mundo recuerde de nosotros

Como un cáncer silencioso que poco a poco me ahoga
Mis canciones son mis votos y las campanas de boda
Ahora sé que estoy loco, y la locura es peligrosa
Quiere que yo sea su esposo... Y ella mis esposas

No sé lo que me pasa
Y ya no puedo más
Puedo escuchar mi alma
Rompiéndose en pedazos cada vez que empieza hablar

Tengo envidia de aquel que no ha escrito su propia muerte
Del que su vida aún depende de un mito o de la suerte
Mientras tú puedes sentir que quizá esté exagerando
Yo asumí que va a ocurrir, tan solo que aún no sé cuándo

Si me pides que no te mienta
La verdad ya estoy tan harto de
Que me pregunten: ¿Cómo te encuentras?
Y responder: Buscándome

No está de más (no está de más)
Echarse de menos (echarse de menos)
Saber callar (saber callar)
Y escuchar tus miedos (y escuchar sus miedos)
Pero que esos miedos (pero que esos miedos)
Nunca te callen (nunca te callen)
Jamás te falles, por un recuerdo
Sé cómo el tiempo, no esperes a nadie

Salto de un pasado a otro y no soy un caballo en una partida de ajedrez
Yo sé que puedo todo, pero soy humano, no puedo con todo a la vez
Envidio al que vive engañado y de verdad piensa que es mucho más fuerte
Quizá yo siento demasiado y simplemente tengo envidia

Del que no siente

Sinto Inveja

Não sei o que tá acontecendo
E já não aguento mais
Consigo ouvir minha alma
Se despedaçando toda vez que tenta falar

Sinto inveja de quem acorda cedo
De quem consegue dormir à noite sem remédio, sem loucura
Me enganaram; o tempo não cura
Mas ensina que você não é mais um pedaço de carne crua

E isso te coloca com os pés no chão
Como um cachorro, a vida te fode quando tá muito perra
Você tropeça na mesma pedra no mesmo caminho
E dói muito mais saber que a pedra é você mesmo

Sinto inveja de quem acredita cegamente em Deus
Porque delega seus pecados e destino a outro
De quem lida com a fé e não com a mente. Eu
Sou quem se recusa a ter terminado o caminho sozinho

Sinto inveja do falso e do covarde
De quem te oferece ajuda quando já sabe que é tarde
Há perdas que aliviam... Me diz, o que você me traz?
Não posso continuar iluminando às custas de apagar minha luz

Por que a escuridão me abriga?
Às vezes penso que se eu for, ninguém notará minha saída
Escreva o que eu escrever, mesmo que eu fique sem saliva
Sinto que sou como o Egito e só querem ver minhas ruínas

Sabe? A paz não é uma derrota
Não sou um covarde, é que até a dor se esgota
E talvez seja minha última bebida, então arranquem minha roupa
Aproveitem minha alma quebrada e esprema até a última nota

Sinto inveja da música
Por ser uma pomba mensageira sem idioma
Os anos te mostram que a inveja é estúpida
E que você não pode sair de moda, se nunca foi uma moda

Muitos só estão de passagem
E você verá quem é real quando já não te precisa
Te venderão desculpas por ser outro viciado no ego
Mas quem tem a culpa, me diz, o jogador ou o jogo?

E me atrevo a dar conselhos
Porque às vezes para aconselhar é preciso pecar, não pregar pelo exemplo
Agora é hora de sair bem na foto
Porque seremos o que o mundo lembrar de nós

Como um câncer silencioso que aos poucos me afoga
Minhas canções são meus votos e os sinos de casamento
Agora sei que estou louco, e a loucura é perigosa
Quer que eu seja seu marido... E ela minhas algemas

Não sei o que tá acontecendo
E já não aguento mais
Consigo ouvir minha alma
Se despedaçando toda vez que começa a falar

Sinto inveja de quem não escreveu sua própria morte
De quem sua vida ainda depende de um mito ou da sorte
Enquanto você pode sentir que talvez eu esteja exagerando
Eu assumi que vai acontecer, só não sei quando

Se você me pede para não te mentir
A verdade é que já estou tão cansado de
Me perguntarem: Como você tá?
E responder: Me procurando

Não tá de mais (não tá de mais)
Sentir falta (sentir falta)
Saber calar (saber calar)
E ouvir seus medos (e ouvir seus medos)
Mas que esses medos (mas que esses medos)
Nunca te calem (nunca te calem)
Jamais se falhe, por uma lembrança
Sei como o tempo, não espere por ninguém

Pulo de um passado para outro e não sou um cavalo em um jogo de xadrez
Eu sei que posso tudo, mas sou humano, não consigo com tudo ao mesmo tempo
Invejo quem vive enganado e de verdade pensa que é muito mais forte
Talvez eu sinta demais e simplesmente tenha inveja

De quem não sente