Inmigrantes
Camino por las calles que una vez
guardaron mis secretos de niñez
y hoy no, hoy no, no los encuentro.
Algún ladrido rebota en la pared
oigo llamadas de voces del ayer
y no, yo no llego a tiempo.
Hoy encontré todas las ventanas rotas
y vuelvo a ser un recién llegado más
todo ha cambiado y yo no me encuentro.
Las grúas de hierro destruyeron mi país
solo hay cemento es el progreso gris
perdón, perdón, yo no lo veo.
Como un camión de paja mal tapado
dejé mi alma por todos lados
se fue, se fue desmenuzando.
Hoy encontré todas las ventanas rotas
y vuelvo a ser un recién llegado más
todo ha cambiado y yo no me encuentro.
Y es que es verdad que el tiempo no te espera
hoy soy aquí solo un extranjero más
un inmigrante del desaliento.
Imigrantes
Eu ando pelas ruas, uma vez que
mantive minha infância segredo
e hoje não, hoje, não encontrá-los.
Alguns latidos rebate a parede
Eu ouço vozes das chamadas passado
e não, eu não vim a tempo.
Hoje eu encontrei todas as janelas quebradas
e voltar a ser um novato mais
tudo mudou e eu não sou.
Guindastes de ferro destruíram meu país
só há cimento cinzento é o progresso
Desculpe, desculpe, eu não vejo isso.
Como uma palha mal coberto de caminhão
Eu deixei minha alma em todos os lugares
que fosse, estava ruindo.
Hoje eu encontrei todas as janelas quebradas
e voltar a ser um novato mais
tudo mudou e eu não sou.
E é verdade que o tempo não vai esperar
hoje eu estou aqui apenas mais um estrangeiro
um imigrante para se tornar desencorajado.
Composição: Carlos Tarque / Ricardo Rupierez