Mi Murlonga
Traje negro
Tan audaz y austero
Prisionero
En libertad
Ese sabio holgazán
Corre como un alazán
Ya no quedan calles que él
No sepa conquistar
Ni el dinero
Que yo tanto espero
Ni los cleros
Le han de importar
Se desvela por vivir
Marca todo con el pis
Es el rey mas vagabundo
Es un ser feliz
Se escucha en las calles
En las manos de otras artes
La muerte sobre el barro
De un héroe de mi barrio
Es mi murlonga
Que se me va
Es mi murlonga
Lord y sultán
Y mi Murlonga
No se muere quien supo vivir
¡Ay! Milonga
¡Ay! ¡Qué mala onda!
Mi murlonga
Se te va a extrañar
Vos que fuiste tan humano
Tan amigo, tan hermano
Siento que te debo el llanto
Cada día mas
Se escucha en la lluvia
En la carne de tus viudas
El grito de silencio
Que te inyecta el veneno
Te vas, me sangra otra vez
Un rock, una murga te harán volver
Te vas, te vuelvo a perder
Sabés que te quiero, amigo de fierro
Mientras mas conozco al hombre
Mas extraño a mi perro
Es mi murlonga…
Minha Murlonga
Traje preto
Tão audacioso e sério
Prisioneiro
Em liberdade
Esse sábio vagabundo
Corre como um cavalo
Não há mais ruas que ele
Não saiba conquistar
Nem o dinheiro
Que eu tanto espero
Nem os clérigos
Vão se importar
Ele se desvela pra viver
Marca tudo com o pis
É o rei mais vagabundo
É um ser feliz
Se escuta nas ruas
Nas mãos de outras artes
A morte sobre o barro
De um herói do meu bairro
É minha murlonga
Que está indo embora
É minha murlonga
Lord e sultão
E minha Murlonga
Não morre quem soube viver
¡Ay! Milonga
¡Ay! Que vibe ruim!
Minha murlonga
Vai fazer falta
Você que foi tão humano
Tão amigo, tão irmão
Sinto que te devo o choro
A cada dia mais
Se escuta na chuva
Na carne das suas viúvas
O grito do silêncio
Que te injetou veneno
Você vai, me sangra de novo
Um rock, uma murga vão te fazer voltar
Você vai, te perco de novo
Sabe que eu te amo, amigo de verdade
Quanto mais conheço o homem
Mais sinto falta do meu cachorro
É minha murlonga…