exibições de letras 26

Cerrado Sem Miragem (part. Dino Black)

Macakongs 2099

Letra

    cerrado sem miragens
    Dobrando as mangas, batendo de porta
    Eu venho cantando subúrbios e vilas
    em porta

    Sem ir à escola, as ruas me ensina
    Por uma mídia que não se preocupa
    Pés na estrada, mochila nas costas
    conduta

    Lembro até hoje pois tenho boa memória
    Transformação social para nossa
    Estreava latinamente o impeachment de um
    presidente

    Durante a trajetória evolutiva histórica
    Eu me comovi com os massacres em Pequim
    Na periferia as balas não são de borracha
    Não foi em vão a luta de Carlos Marighela
    As pernas doem não me deixam relaxar O sono
    leve desespero para atrapalhar Mente vazia
    oficina do inimigo

    Rebelião de pensamentos trás de volta meu sorriso
    A clonagem da Dolly, o reboladinho da Gretchen
    Como vovó já dizia o povo têm que reclamar e
    contra tudo e todos vamos protestar
    Manifesto passa livre o povo foi às ruas anos
    de chumbo

    A PM é sobra da ditadura
    A emocionante eleição de Nelson Mandela
    Governo usurpador, revolta dos escravos a
    marcha dos cem mil, a guerra dos
    Desagrada a plebe, polícia exercita agressão,
    anárcos respondem de coquetéis e pedra na mão

    O lenço que encobre a cara não é ameaça pelados
    Na periferia as balas não são de borracha
    Eu aplaudi pela TV a queda sorridente
    A pressa é inimiga da perfeição,
    O lenço que encobre a cara não é ameaça recente
    Não deu pra suportar o passado
    Confrontos entre israelenses, palestinos
    Politicamente pagou caro pela ganância vigente

    Vibrei com a derrubada aos muros de Berlim
    Sérvios, croatas, bósnios mais longos conflitos
    Não faltou celular pra navegar na net
    Bibliotecas, ferramentas para a informação
    Cujas margens, magras debruças femininas
    Viver o presente diante do futuro
    Legalize já arroz e feijão
    Macakongs, Dino Black fazendo a revolução
    Ler de tudo, acessar tudo, assistir tudo
    O lenço que encobre a cara não é ameaça
    ideias de vanguarda, cheiro de naftalina
    O povo, nação, gritos de independência
    Não preciso aparecer pra dizer que estou vivo

    Preciso trabalhar e não viver de improviso
    Mãos para colher o que me foi dado
    Direito de lembrar e ser lembrado
    Tem gente que fala de tudo e de todos
    Para o mundo atual és unicamente
    Cospe as mentiras de primavera nos dentes
    Eternos são os sonhos dessa brava gente
    Não sabe que a língua é o chicote do corpo
    Fábrica do dinheiro, máquina do inconsequente
    O peso brutal dessa rude existência
    Maltrata, humilha, destrói a família
    Na periferia as balas não são de borracha
    Assim se inicia, seria a sina.


    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Macakongs 2099 e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção