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Rio Vermelho

Madame Saatan

Letra

    Aquele rio era como um cão sem plumas
    As senhoras das dádivas e rosas
    As águas da vida e da morte
    Ensinam os braços de quem lhe rema
    O cheiro do líquido e da memória
    Seu pluxo é um mergulho no tempo
    Que ensina a respirar

    A rua que corre
    É da cor dos olhos
    De barro das águas
    Diante ou dentro
    Tudo evapora
    Os outros e as ondas
    Que batem na gente
    Esqueço fundo o que te aguarda
    Ao deixar a tua velha margem
    Destino é o mergulho no tempo
    Que existe pra mudar

    Aquele rio na vêia dá em outro
    Rio vermelho
    Que implora pra entrar em você

    Aquele rio era como um chão sem curvas
    Das histórias sem margens e das horas
    Lembranças do nada e do agora
    Que arrastam raizes de quem lhe enfrenta
    O rosto que brilha da onda que corta
    Seus olhos mergulham no vento que diz pra não voltar


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