Milonga do chiado
La vida, ay la vida,
ay los sueños
los sueños, ay los sueños
que murieron
murieron, porque já no tienen vida
quemados como globos de papel.
muy alto como globos que se alejan
tan cerca como labios que besé
perdido en el fuego de tu llanto
que no deja pensar,
no me suelta jamás, jamás.
ai como eu entendo
que a tua saudade
ainda guarde
as cinzas cruéis
que recordam
um tempo feliz
também eu fiquei
sem tanto que eu quis
sem tudo o que amei
e sempre que eu volto aqui
choro contigo o que foi amar
yo se que es dificil
lograr con distancia el olvido
yo se que el olvido
jamás llegara para mi
que el tiempo es dolor
peor que el alcohol,
peor que el amor
no se detiene jamás
no puedo volver atras, ni amar.
Milonga do Chiado
A vida, ai a vida,
ay os sonhos
os sonhos, ai os sonhos
que morreram
morreram, porque já não têm vida
queimados como balões de papel.
muito alto como balões que se afastam
tão perto como lábios que beijei
perdido no fogo do seu choro
que não deixa pensar,
não me solta nunca, nunca.
ai como eu entendo
que a sua saudade
ainda guarda
as cinzas cruéis
que lembram
um tempo feliz
também eu fiquei
sem tudo que eu quis
sem tudo que amei
e sempre que eu volto aqui
choro contigo o que foi amar
eu sei que é difícil
conseguir com a distância o esquecimento
eu sei que o esquecimento
nunca vai chegar pra mim
que o tempo é dor
pior que o álcool,
pior que o amor
não se detém nunca
não posso voltar atrás, nem amar.