Gracias a La Sociedad
Cuando intentan apretar agobio y necesidad
Sangre, tiempo y dinero absorben los carroñeros
Tienes veintitantos años
Sin un duro y sin trabajo
Reinserción laboral, trabajo temporal
Tienes veintitantos años
Sin un duro y sin trabajo
Reinserción laboral, trabajo temporal
Ven y tente agradecido
Sin un plato de cocido
Quién no tiene pa' comer
Es más fácil de joder
Moderna opresión
Esclavitud consentida
Y las botas del negrero
Es la única comida
Toda nuestra rabia transformada en violencia
Toda nuestra hambre coge hachas, lanza piedras
Toda nuestra rabia transformada en violencia
Toda nuestra hambre coge hachas, lanza piedras
Aprovecha la necesidad
Con tu trabajo temporal
Jodidas putas alimañas
Voraces, carroñeras ratas
Algo de agua dejan en la acera
Y un cacho de pan
Para quien lo quiera
Este es el cebo
Muerdes el anzuelo
Rueda sin salida
Esclavo de por vida
Toda nuestra rabia transformada en violencia
Toda nuestra hambre coge hachas, lanza piedras
Gracias a la sociedad
Gracias a la sociedad
Gracias a la sociedad
Gracias a la sociedad
Gracias a la sociedad
Gracias a la sociedad
Gracias a la sociedad
Gracias a la sociedad
Gracias a la sociedad
Gracias a la sociedad
Gracias a la sociedad
Gracias a la sociedad
Gracias a la sociedad, gracias, gracias, muchas gracias
Una foto para la niña, Carlos, una foto para la niña
Obrigado à Sociedade
Quando tentam apertar sufoco e necessidade
Sangue, tempo e grana absorvem os urubus
Você tem vinte e poucos anos
Sem um centavo e sem emprego
Reinserção no mercado, trabalho temporário
Você tem vinte e poucos anos
Sem um centavo e sem emprego
Reinserção no mercado, trabalho temporário
Vem e fica agradecido
Sem um prato de comida
Quem não tem pra comer
É mais fácil se ferrar
Moderna opressão
Escravidão consentida
E as botas do explorador
É a única comida
Toda nossa raiva transformada em violência
Toda nossa fome pega machados, lança pedras
Toda nossa raiva transformada em violência
Toda nossa fome pega machados, lança pedras
Aproveita a necessidade
Com seu trabalho temporário
Filhas da puta, criaturas
Vorazes, ratas carroñeiras
Um pouco de água deixam na calçada
E um pedaço de pão
Pra quem quiser
Esse é o isco
Você morde a isca
Roda sem saída
Escravo pra vida toda
Toda nossa raiva transformada em violência
Toda nossa fome pega machados, lança pedras
Obrigado à sociedade
Obrigado à sociedade
Obrigado à sociedade
Obrigado à sociedade
Obrigado à sociedade
Obrigado à sociedade
Obrigado à sociedade
Obrigado à sociedade
Obrigado à sociedade
Obrigado à sociedade
Obrigado à sociedade
Obrigado à sociedade
Obrigado à sociedade, obrigado, obrigado, muito obrigado
Uma foto pra menina, Carlos, uma foto pra menina