La Rosa De Los Vientos
A veces quisiera desaparecer del mapa
Volver donde yo nací, pero no es tan papa
Me achaca, la duda no se saca está pegado como laca
El peso a lapa, makiza es mi capa
A veces quisiera tener alas como pájaro
Volar por el tiempo, donde estuvo Lautaro
Y olvidar, por un tiempo
Que la mitad de mi familia está muy lejos
Hay días en que me quejo
Hay días en que estoy bien piola
Hay días en que me río hasta del Guatón Loyola
¡Ay! Comadre Lola, si usted supiera
Lo que es estar dividida, no saber cual es tu tierra
Ana la Chola, en la volá como ratón sin cola
Mí mamá me hablaba a mí del C. H. I
Por allá bien lejos, donde yo nací
Donde yo crecí
Y no juego a la gringa si eso tu creí
Nunca nieges donde tu provengas
Tengas lo que tengas, venga de donde vengas
Vengas de Dinamarca (o de Chiloé)
El mundo es un gran Arca de Noé
Y si yo he nacido afuera estoy orgullosa
Y si tengo sangre indígena, mejor, porque es hermosa
Soy una trotamundo, sin fijo rumbo me fundo
Al lugar donde yo tumbo ¡Así es mi mundo!
Soy del norte, del sur, del oeste, del este
Una viajera sin paradero, sin nombre, sin carné
Una Ulises sin Tierra Prometida
He creado mi propia Odisea moderna, nene
Sé hacer el camino al andar, caminante
Por eso no tengo bandera representante
Da lo mismo mi nombre, lo importante es lo que siento
Valorar al hombre por la calidad de su trabajo
Y es que el mundo es tan grande y uno tan pequeño
Solo me dirijo por la Rosas de los Vientos
Somos hijos de La Rosas de los Vientos
De la rosa de los vientos
Somos hijos de La Rosas de los Vientos
Somos hijos de La Rosas de los Vientos
(Je viens d' autres latitudes)
De niño ha seguido el camino de la calle
Tan difícil que me pare como que me calle
Donde me halle nunca olvido mis raíces
Los países donde he vivido han unido sus matices
Para que me caracterice con mi personalidad
Ser una persona de calidad, la calidez de la verdad
Me ampara, me prepara para levantar mis alas
Me protege como un chaleco anti-balas
Cala mi alma al mundo en que vivo, pido
Un minuto para recopilar lo que he vivido
Las cuidades en que he reseidido
Las personas con las cuales he compartido
He sido yo el que he partido, recorrido
Miles de kilómetros en todos los sentidos
Mido la importancia de mis vivencias
En mi existencia, encuentros, coincidencias
Cuando me preguntan a que sector represento
Respondo que en verdad, yo no entiendo
El sentimiento de estar ligado a un barrio
Al contrario hay que salir de él para no ser marginado
Yo soy ciudadano del planeta Tierra
Ser humano que no cree en la frontera
Tanto Squat, Cenzi y Anita vivieron fuera
Yo igual hermanos, no es por que yo quiera
Pero mi lugar es tanto aquí como donde sea
Cuatro puntos cardinales, cuatro cabezas
Veras que la nacionalidad no es la gran cosa
Si no más bien gira con los vientos como La Rosa
Somos hijos de La Rosas de los Vientos
De la rosa de los vientos
Somos hijos de La Rosas de los Vientos
De la rosa de los vientos
Somos hijos de La Rosas de los Vientos
Somos hijos de La Rosas de los Vientos
A Rosa dos Ventos
Às vezes eu queria desaparecer do mapa
Voltar pra onde eu nasci, mas não é tão fácil
A dúvida me pega, não sai, tá grudada como laca
O peso me afunda, makiza é minha capa
Às vezes eu queria ter asas como um pássaro
Voar pelo tempo, onde esteve Lautaro
E esquecer, por um tempo
Que metade da minha família tá muito longe
Tem dias que eu reclamo
Tem dias que tô de boa
Tem dias que eu rio até do Guatón Loyola
Ai! Comadre Lola, se você soubesse
O que é estar dividida, não saber qual é sua terra
Ana a Chola, na volá como rato sem rabo
Minha mãe falava pra mim do C. H. I
Lá bem longe, onde eu nasci
Onde eu cresci
E não jogo pra gringo se isso você acreditou
Nunca negue de onde você vem
Tenha o que tiver, venha de onde vier
Venha da Dinamarca (ou de Chiloé)
O mundo é uma grande Arca de Noé
E se eu nasci fora, tô orgulhosa
E se tenho sangue indígena, melhor, porque é lindo
Sou uma trotamundo, sem rumo fixo me perco
No lugar onde eu caio, assim é meu mundo!
Sou do norte, do sul, do oeste, do leste
Uma viajante sem destino, sem nome, sem documento
Uma Ulisses sem Terra Prometida
Criei minha própria Odisseia moderna, mano
Sei fazer o caminho ao andar, caminhante
Por isso não tenho bandeira representativa
Tanto faz meu nome, o importante é o que eu sinto
Valorizar o homem pela qualidade do seu trabalho
E é que o mundo é tão grande e a gente tão pequeno
Só me guio pelas Rosas dos Ventos
Somos filhos da Rosa dos Ventos
Da rosa dos ventos
Somos filhos da Rosa dos Ventos
Somos filhos da Rosa dos Ventos
(Venho de outras latitudes)
Desde criança segui o caminho da rua
Tão difícil que me faz parar como se eu me calasse
Onde me encontro nunca esqueço minhas raízes
Os países onde vivi uniram seus matizes
Pra que eu me caracterize com minha personalidade
Ser uma pessoa de qualidade, a calorosidade da verdade
Me ampara, me prepara pra levantar minhas asas
Me protege como um colete à prova de balas
Cala minha alma no mundo em que vivo, peço
Um minuto pra recolher o que vivi
As cidades onde eu residi
As pessoas com quem compartilhei
Fui eu quem parti, percorri
Milhares de quilômetros em todos os sentidos
Mido a importância das minhas vivências
Na minha existência, encontros, coincidências
Quando me perguntam a que setor represento
Respondo que na verdade, eu não entendo
O sentimento de estar ligado a um bairro
Pelo contrário, tem que sair dele pra não ser marginalizado
Eu sou cidadão do planeta Terra
Ser humano que não acredita em fronteira
Tanto Squat, Cenzi e Anita viveram fora
Eu também, irmãos, não é porque eu queira
Mas meu lugar é tanto aqui quanto onde for
Quatro pontos cardeais, quatro cabeças
Você verá que a nacionalidade não é grande coisa
Se não mais gira com os ventos como a Rosa
Somos filhos da Rosa dos Ventos
Da rosa dos ventos
Somos filhos da Rosa dos Ventos
Da rosa dos ventos
Somos filhos da Rosa dos Ventos
Somos filhos da Rosa dos Ventos