Coplas Del Aventurero
Cuando empezaste a cantar,
Se abrió la noche,
El sol quebró la cilampa
En seis colores
Y hasta el silencio floreó
Pronósticosobre los robles…
Cuando empezaste a cantar
Se abrió la noche.
Cuero, madera y un son
En cada puerto.
Cuerdas de mimbre y de sal,
De acero viejo.
Voces que nacen de andar,
Como los versos…
Cuero, madera y un son
En cada puerto.
Aventurero,
Aventurero.
No te quedaste a morir,
Ni pa' tu entierro.
En una rumba total
Cruzaste cielo.
Aventurero,
Aventurero.
Si yo tuviera tu voz
Sería eterno,
Como la sangre que pinta
El firmamento,
Vería el tiempo que va
Detrás del tiempo…
Si yo tuviera tu voz,
Sería eterno.
Dónde te puedo encontrar?
Dónde te espero?
En la cantina aranjuez
O en tu destierro?
Será en el fondo del mar
Amaneciendo?…
Dónde te puedo encontrar?
Dónde te espero?
Aventurero…
Coplas do Aventureiro
Quando você começou a cantar,
A noite se abriu,
O sol quebrou a cilampa
Em seis cores
E até o silêncio floresceu
Pronóstico sobre os carvalhos…
Quando você começou a cantar
A noite se abriu.
Couro, madeira e um som
Em cada porto.
Cordas de vime e de sal,
De aço velho.
Vozes que nascem de andar,
Como os versos…
Couro, madeira e um som
Em cada porto.
Aventureiro,
Aventureiro.
Você não ficou pra morrer,
Nem pra sua sepultura.
Em uma rumba total
Você cruzou o céu.
Aventureiro,
Aventureiro.
Se eu tivesse sua voz
Seria eterno,
Como o sangue que pinta
O firmamento,
Veria o tempo que vai
Atrás do tempo…
Se eu tivesse sua voz,
Seria eterno.
Onde eu posso te encontrar?
Onde eu te espero?
Na cantina Aranjuez
Ou no seu desterro?
Será no fundo do mar
Amanhecendo?…
Onde eu posso te encontrar?
Onde eu te espero?
Aventureiro…