La Chuchi
Si ya te voy conociendo ingrata
De mis ensueños
Vos decís que soy tu dueño
Y con otro me engañás
Será porque yo no soy
De tu igual clase social
Y al Centenario no puedo
No puedo irme a bañar
Tomás la bici, te vas al Cente
Y por la noche te vas a SanBer
Dormís de día, salís de noche
Con algún churro que tiene coche
A un trapo color rosado
Vos le llamás organcí
Tomás whisky importado
En vez de tomar Arí
Tu apellido son tan largo
Que yo te digo ¡nambré!
Yo niko soy descendiente
Del cacique Lambaré
A una vieja bicicleta
En tu idioma entrecortado
En vez de darle su nombre
Solo bici le llamás
Y en tu afán de mandaparte
Que no tiene contraparte
Te empolvás el cuerpo entero
Y alguna otra cosa más
Por eso voy a dejarte
Para irme con Pancracia
Si yo para mi desgracia
Pude un día conocerte
Hoy reniego de tal suerte
Me voy con Pancracia Pérez
La hija del viejo Pérez
Quedate vos con tu Cente
Tus anteojos y tus ruleros
Tu ropa llena de agujero
Me diste el nombre de «cuchi, cuchi»
Ne añamemby reiko eñembochuchi
A Chuchi
Se já tô te conhecendo ingrata
Dos meus devaneios
Você diz que sou seu dono
E com outro me engana
Será porque eu não sou
Da sua mesma classe social
E no Centenário não posso
Não posso ir me banhar
Você pega a bike, vai pro Cente
E à noite vai pra SanBer
Dorme de dia, sai de noite
Com algum cara que tem carro
Pra um pano cor de rosa
Você chama de organcí
Bebe whisky importado
Em vez de tomar Arí
Seu sobrenome é tão longo
Que eu te chamo de 'nambré!'
Eu não sou descendente
Do cacique Lambaré
Pra uma velha bicicleta
Na sua língua enrolada
Em vez de dar seu nome
Só 'bike' você chama
E na sua vontade de se impor
Que não tem comparação
Você se empolva toda
E mais alguma coisa
Por isso vou te deixar
Pra ir com a Pancracia
Se eu, pra minha desgraça
Um dia pude te conhecer
Hoje renego tal sorte
Vou com a Pancracia Pérez
A filha do velho Pérez
Fica você com seu Cente
Seus óculos e seus bobs
Sua roupa cheia de buraco
Me deu o nome de 'cuchi, cuchi'
Ne añamemby reiko eñembochuchi
Composição: Maneco Galeano