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Arlequim

Mango

Arlecchino

Per caso sono qui
per caso e niente più
disse Arlecchino a quel mare
un'onda, un'altra ancora
succhiavano il pensiero
sciolto in quel grammo di neve

Ora è buono Arlecchino
simile a un pesce preso all'amo
con un salto, un inchino
perde la maschera dell'uomo
ma per quale via, solitudine o follia
per la donna, la famiglia
col suo carattere di paglia
In curva fa un sorpasso
per ritrovarsi contro
sé stesso

Di cartapesta fa
un carro tutto suo
dove ogni sogno
è reale
Coriandoli di luce
diventano le stelle
sopra i suoi lunghi capelli

Ora è buono Arlecchino
il paradiso nelle vene
è una fetta di pane
non ha più pellicole di ieri, né di domani
ma per quale via, quale fragile poesia
una nascita per sbaglio
un pugno d'anni senza voglia
Due maschere vicine
un Arlecchino e un giovane uomo

Arlequim

Por acaso estou aqui
por acaso e nada mais
disse Arlequim para aquele mar
uma onda, outra ainda
sugavam o pensamento
solto naquele grão de neve

Agora é bom Arlequim
parecido com um peixe fisgado
com um salto, uma reverência
perde a máscara do homem
mas por qual caminho, solidão ou loucura
pela mulher, pela família
com seu jeito de palha
Na curva faz uma ultrapassagem
para se encontrar contra
si mesmo

De papel machê faz
um carro todo seu
donde cada sonho
é real
Confetes de luz
se tornam as estrelas
sobre seus longos cabelos

Agora é bom Arlequim
o paraíso nas veias
e uma fatia de pão
não tem mais filmes de ontem, nem de amanhã
mas por qual caminho, qual frágil poesia
um nascimento por engano
um punhado de anos sem vontade
Duas máscaras próximas
um Arlequim e um jovem homem

Composição: Mango