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Nada Que Hacer

Manguala

Letra

Nada Para Fazer

Nada Que Hacer

Sozinho enfrentando o mal-estarSolo enfrentando el malestar
Do nada do inverno quando o frio está lá foraDe la nada invernal cuando el frío está afuera
O além me ameaça como a segunda-feira o faz nas tardes de domingoEl más allá me amenaza como el lunes hace en la tarde de los domingos
E aqui estou euY acá estoy
Tentando encontrar algo queTratando de encontrar algo que

Me faça acordar, ainda que me mateMe despierte, aunque me mate
Se entretém, eu preciso experimentar agoraSi entretiene, tengo que probarlo ya
Mas não consigo parar de comerPero no puedo parar de comer

Somente se vocês estivessem aquiSolo si estuvieran acá
Entenderiam que tudo no mundo já está feitoEntenderían que ya todo en el mundo está hecho
E que não resta nadaY que no queda nada
Para nós que nascemos neste maldito século vinte ridículoPara los que nacimos en ese burdo y maldito siglo veinte
Que chegou tão tarde que não me deu tempoQue llegó tan tarde que no me dio chance
De fazer algo que seja original, ainda que esteja certo, eu sei que está erradoDe hacer algo que sea original, aunque esté bien, sé que está mal
Tudo o que me rodeia é tão banalTodo lo que me rodea es tan banal

E é hora de um desastreY es hora de un desastre
Um desordem monumentalUn quilombo monumental
Não quero me machucarNo quiero lastimarme
Só dar uma balançada, talvezSolo sacudirme, quizá

E agora que o calor chegouY ahora que llegó el calor
O ventilador gira no teto alto eGira el ventilador en lo alto del techo y
E me olha com parafusos como se fossem óculosY me mira con tornillos como lentes
E me julga porque eu não me mexo maisY me juzga porque ya no me muevo

O tédio é como uma tempestade de cruzesEl tedio es como una tormenta de crucifijos
E pecados, que são seteY pecados, que son siete
Eu sou o quarto e vocês podem verSoy el cuarto y ya lo ven
É porque já não resta nada para fazerEs porque ya no queda nada que hacer
Estou vazio!¡Estoy vacío!

E é hora de um desastreY es hora de un desastre
Um desordem monumentalUn quilombo monumental
Não quero me machucarNo quiero lastimarme
Somente dar uma balançada, talvezSolo sacudirme quizá

E é hora de um desastreY es hora de un desastre
Um desordem monumentalUn quilombo monumental
Não quero me machucarNo quiero lastimarme
Somente dar uma balançada, talvezSolo sacudirme quizá

Nada para fazerNada que hacer
Nada para fazerNada que hacer
Nada para fazerNada que hacer


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