Atlantide Non Vedrò
Navigando potrei costeggiare le nuvole
ascoltare gli dei che sussurrano favole
inseguire i delfini alle porte dell'Africa
ascoltare i gabbiani ubriachi di musica
Navigando sarei tra le braccia dei venti
le mie vele aprirei su celesti orizzonti
al silenzio offrirei le preghiere che nascono
respirando momenti che non si conoscono
E invece no!
Cunicoli di un metrò
che si specchia in vetrine stanche
di vendersi ancora un pò
E invece no!
Ovunque mi giri so
che in questo mare di facce bianche
Atlantide non vedrò
Navigando vorrei tu mi stessi vicino
i tuoi occhi aprirei con un bacio al mattino
e la sera potremmo cercarci una baia
dove il freddo non scenda e l'amore non muoia
E invece no!
Nel fumo delle città
dove nascono nuove banche
all'ombra dei luna park
E invece no!
Ovunque mi giri so
che in questo mare di facce bianche
Atlantide non vedrò
E invece no!
Cunicoli di un metrò
che si specchia in vetrine stanche
di vendersi ancora un pò
E invece no!
Atlântida Não Veremos
Navegando, eu poderia contornar as nuvens
ouvir os deuses que sussurram histórias
perseguir os golfinhos às portas da África
ouvir as gaivotas bêbadas de música
Navegando, eu estaria entre os braços dos ventos
abriria minhas velas em horizontes celestiais
ao silêncio, ofereceria as preces que nascem
respirando momentos que não se conhecem
E, no entanto, não!
Túneis de um metrô
que se refletem em vitrines cansadas
de se vender mais um pouco
E, no entanto, não!
Por onde eu me viro, sei
que neste mar de rostos brancos
Atlântida não veremos
Navegando, eu queria que você estivesse perto
abriria seus olhos com um beijo pela manhã
e à noite poderíamos procurar uma baía
donde o frio não desça e o amor não morra
E, no entanto, não!
Na fumaça das cidades
onde nascem novos bancos
à sombra dos parques de diversão
E, no entanto, não!
Por onde eu me viro, sei
que neste mar de rostos brancos
Atlântida não veremos
E, no entanto, não!
Túneis de um metrô
que se refletem em vitrines cansadas
de se vender mais um pouco
E, no entanto, não!