L'uomo di polvere
Sono l'uomo che guarda passare
la polvere sulla strada
ogni motore che sa dove andare
io lascio che ci vada
Sto su una sedia di paglia che dondola
oppure appoggiato al muro
non giro la testa a guardare il passato
e nemmeno il futuro
Non riconosco macchine e moto
non riconosco i motori
a me interessa la polvere bassa
che resta anche dopo i rumori
Non mi ricordo di avere un amico
forse ne ho avuto uno
finché è durata non parlavamo
ma mi sedeva vicino
Pochi son quelli che passano a piedi
e chiedono a me dove andare
io gli rispondo "quella che vedi
è l'unica strada da fare"
E vanno avanti anche se sono stanchi
la testa che guarda il cammino
finché nel sole diventano bianchi
e il loro cappello un puntino
e il loro cappello un puntino
Quando la sera vado a dormire
mi sento vuoto di sogni
mi sdraio l'anima e per non pensare
mi metto a contare i ragni
Cosa mi resta di questa mia vita
è polvere sul cappello
polvere in tasca e dentro le scarpe
polvere nel cervello
polvere nel cervello
O Homem de Poeira
Sou o homem que observa passar
a poeira na estrada
cada motor que sabe pra onde ir
eu deixo que vá
Estou numa cadeira de palha que balança
ou encostado na parede
não viro a cabeça pra olhar o passado
e nem o futuro
Não reconheço carros e motos
não reconheço os motores
a mim interessa a poeira baixa
que fica mesmo depois dos barulhos
Não me lembro de ter um amigo
talvez eu tenha tido um
enquanto durou não falávamos
mas ele sentava perto de mim
Poucos são os que passam a pé
e perguntam pra mim onde ir
eu respondo "aquela que você vê
é a única estrada a seguir"
E seguem em frente mesmo cansados
a cabeça olhando o caminho
até que no sol ficam brancos
e o chapéu deles um pontinho
e o chapéu deles um pontinho
Quando à noite vou dormir
me sinto vazio de sonhos
me deito a alma e pra não pensar
começo a contar as aranhas
O que me resta dessa minha vida
é poeira no chapéu
poeira no bolso e dentro dos sapatos
poeira na cabeça
poeira na cabeça
Composição: Piero Fabrizi