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Ardendo Minha Memória

Manolo Garcia

Ardio mi memoria

Yo vi a la mujer de cabellos ondulados de sierpes
bajar corriendo por la ladera hacia los llanos donde la fiesta silva.
Yo vi los brillos en el borde de las copas durante aquella noche.
Yo vi a los hombres, dura piel morena, en el temblor lejano del polvo de la pista.
Vi flotar herrumbre de rejones en un instante que clava y se gira a mirarte.
Supe del metalico rugido de motores en su efimera carrera hacia el confin del horizonte.
Ardio mi memoria y el mundo bosque en llamas calcino despechos, trsiciones, deslealtad.
Menti y me mentiste y me senti caleidoscopico insecto:
polvo y alas rotas en el temblor de una particula de nada.
Porque si no te pertenezco pienso en ti? Porque si no habitamos multitudes me dejas solo?
Por que si no te pertenezco estas en mi?
Vi barbados hombres cabalgar monstruos de acero rodantes.
anclar y resoplando morir por unas horas al desmayo del sueño.
Vi luces, puertas entreabiertas al cerrarse, escuche extraviadas risas;
murmullos, jadeos y el anuncio de un dia negro que nacia. (Tormenta de mares de lagrimas)
Te vi flotar, herrumbre de rejones en un instante que pasa y te giraste a mirarme.
Supe que tu quejido, carne insomne, de mi efimera carrera hacia el confin del horizonte.
Ardio mi memoria y el mundo bosque en llamas... Ardio mi memoria...

Ardendo Minha Memória

Eu vi a mulher de cabelos ondulados como serpentes
correndo pela encosta em direção aos campos onde a festa canta.
Eu vi os brilhos nas bordas das taças naquela noite.
Eu vi os homens, pele morena e dura, no tremor distante da poeira na pista.
Vi flutuar ferrugem de arreios em um instante que fere e se vira pra te olhar.
Soube do rugido metálico dos motores na sua corrida efêmera rumo ao fim do horizonte.
Ardeu minha memória e o mundo, uma floresta em chamas, calcina desprezos, traições, deslealdade.
Menti e você me mentiu e me senti um inseto caleidoscópico:
pó e asas quebradas no tremor de uma partícula de nada.
Porque se não te pertenço, por que penso em você? Porque se não habitamos multidões, você me deixa só?
Por que se não te pertenço, você está em mim?
Vi homens barbados montando monstros de aço em movimento.
Ancorando e, ofegantes, morrendo por algumas horas no desmaio do sonho.
Vi luzes, portas entreabertas se fechando, ouvi risadas perdidas;
murmúrios, ofegos e o anúncio de um dia negro que nascia. (Tempestade de mares de lágrimas)
Te vi flutuar, ferrugem de arreios em um instante que passa e você se virou pra me olhar.
Soube que seu gemido, carne insone, era da minha corrida efêmera rumo ao fim do horizonte.
Ardeu minha memória e o mundo, uma floresta em chamas... Ardeu minha memória...

Composição: Manuel Garcia Garcia-Perez