En Un Estanque De Libelulas
Mi amor flota con nenúfares
Es un estanque de libélulas azules
El tuyo es un trío de golondrinas
En un bosque de papel
Centellas negras atravesando nubes
Mi amor será agua del vapor de un barco
Carboncillo el tuyo, pulido anaquel para colgar platos
Para colgar platos con lindos dibujos de árboles floridos
Para nuevas noches cálidas de olvidos
El amor es la luz que pasa por ojos de puente romano
Luz cambiante que acarició sus sillares con las manos que los tallaron
Nuestro amor es busto de arcilla de bella liberta con pendientes
Es de hojas blancas de té de aromas húmedos de los orientes
Mi amor flota con nenúfares
Es un estanque de libélulas azules
Castillo tejado de golondrinas
En un bosque de papel
Abandonadas ruinas bajo las nubes
El arpa da notas, trémula de rosas
Y en tu breve boca refina la flauta
Viruta de brozas
De brozas de rizos, limaduras de ángel
De tu aliento dulce mazapán en bucles
Y anisillo en gotas
Quemaré desde hoy mis rastrojos a diosas celestiales
Que en las noches sin Luna, candiles votivos, den buenos augurios a los nuevos amores
No será más, mi amor, mano firme de anillo de mimbre ajustado
Ya por siempre será de fierro argentino, su vaina de cuero gastado
Em Um Lago de Libélulas
Meu amor flutua com nenúfares
É um lago de libélulas azuis
O seu é um trio de andorinhas
Em uma floresta de papel
Estrelas negras atravessando nuvens
Meu amor será água do vapor de um barco
Carvão o seu, prateleira polida para pendurar pratos
Para pendurar pratos com lindos desenhos de árvores floridas
Para novas noites quentes de esquecimentos
O amor é a luz que passa pelos olhos de um antigo aqueduto
Luz mutável que acariciou seus blocos com as mãos que os esculpiram
Nosso amor é um busto de argila de bela liberdade com brincos
É de folhas brancas de chá com aromas úmidos do Oriente
Meu amor flutua com nenúfares
É um lago de libélulas azuis
Castelo coberto de andorinhas
Em uma floresta de papel
Ruínas abandonadas sob as nuvens
A harpa dá notas, trêmula de rosas
E em sua boca pequena refina a flauta
Serragem de ervas
De ervas de cachos, limalhas de anjo
Do seu hálito doce, marzipã em cachos
E anis em gotas
Vou queimar a partir de hoje meus restos para deusas celestiais
Que nas noites sem Lua, lamparinas votivas, tragam bons presságios para os novos amores
Não será mais, meu amor, mão firme de anel de vime ajustado
Agora será para sempre de ferro argentino, sua bainha de couro desgastado