395px

Malva

Manolo Garcia

Malva

Malva, te quise tanto, Malva, que da risa el pensarlo.
Malva, de amor llore tanto que podria caber en un saco lleno de gatos.
Mi sueños son palomas mensajeras que se pierden entre las antenas, sobre la ciudad, y no vuelven jamas.
O regresan con una rama de olivo en el pico y se quedan a esperar junto a algun portal.
Tus sueños son redes de pescador. Cortinas sobre puertas encaladas con un ribete azul (como tus ojeras).
Malva por ellas supe, Malva que estaba perdiendo.
Malva te tuve tanto, que podria caber en un saco de gatos.
Los años que pasan sin ti son cerezas de un cesto tejido de helechos. Gorriones intrusos en un nido ajeno.
Y mi andar es ya tan lento, que solo te siento muy de vez en cuando,
un instante, en el vertigo de alguna cancion.
Y sueño con redes de pescador.
Cortinas sobre puertas encaladas con un ribete azul que son tus ojeras,
Malva. Te llore como para rebosar mares.
Como para reflotar naves que seran solo astillas que descubriran buscadores de pecios tierra adentro.
En otras vidas, en otros mundos vestidos de siglos, vestidos de asfalto sobre lechos marinos,
sobre caracolas fosiles y estelas en el siempre y en el nunca de nuestro firmamento.
Malva, por ti llore tanto que podria llenar un cestillo de esparto.

Malva

Malva, eu te quis tanto, Malva, que dá até risada só de pensar.
Malva, de amor eu chorei tanto que caberia em um saco cheio de gatos.
Meus sonhos são pombas mensageiras que se perdem entre as antenas, sobre a cidade, e nunca mais voltam.
Ou voltam com um ramo de oliveira no bico e ficam esperando junto a algum portal.
Teus sonhos são redes de pescador. Cortinas sobre portas brancas com uma borda azul (como suas olheiras).
Malva, por causa delas eu soube, Malva, que estava perdendo.
Malva, eu te tive tanto, que caberia em um saco de gatos.
Os anos que passam sem você são cerejas de um cesto feito de samambaias. Pardais intrusos em um ninho alheio.
E meu andar já é tão lento, que só te sinto de vez em quando,
um instante, no vertigem de alguma canção.
E sonho com redes de pescador.
Cortinas sobre portas brancas com uma borda azul que são suas olheiras,
Malva. Eu chorei por você como se fosse para transbordar mares.
Como se fosse para reflutuar embarcações que serão apenas estilhaços que descobrirão caçadores de naufrágios terra adentro.
Em outras vidas, em outros mundos vestidos de séculos, vestidos de asfalto sobre leitos marinhos,
sobre conchas fósseis e rastros no sempre e no nunca do nosso firmamento.
Malva, por você eu chorei tanto que poderia encher um cesto de esparto.